Eleições 2027 - UNITA teme que “casamento” com sociedade civil venha aumentar índice de infiltração
A União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), principal partido da oposição, busca consolidar contactos com representantes da sociedade civil e aprofundar as relações de amizade, tendo em vista as eleições de Agosto de 2027, onde este partido pretende alargar a sua lista de candidatos a deputados a outras individualidades de vários extratos sociais.
Por: Lito Dias
Baseando-se na experiência obtida nas eleições de 2022, onde de constituiu uma Frente Patriótica Unida (FPU), com a qual obteve 90 assentos parlamentares, a UNITA desfez-se de alguns amigos dessa Frente, por razões de vária ordem, e pretende e juntar maior número de individualidades ligados à sociedade civil a uma outra plataforma a ser criada, por agora conhecida apenas por Ampla Frente.
Alguns militantes do partido liderado por Adalberto Costa Júnior, admitem que “a mistura” que se pretende fazer em 2027 pode ser uma mais valia para promover a alternância democrática. Há, também, aqueles que julgam que o MPLA pode aproveitar esse momento infiltrar a plataforma e, ao longo ou depois do processo eleitoral vender “os loiros” ao adversário.
Além disso, os optimistas dizem que a UNITA pode caminhar sozinha e pôr à prova sua real popularidade; hipótese colocada de parte por ACJ, já impregnado na campanha de recolha de rostos ideais para a lista de candidatos a deputado.
Nesse quesito, há ainda militantes que pretendem também que o projecto seja bem-criado e bem estruturado, acautelando cenários já vividos em 2022, sobretudo no que a definição de quotas de candidatos a deputado diz respeito.
Quem está a posicionar-se não é apenas a direcção da UNITA, mas também representantes da sociedade civil que, comentaristas, analistas maioritariamente políticos, tudo fazem ou devem fazer para convencer ACJ no sentido de se candidatarem a deputado pela lista do maior partido na oposição.
Contactos aqui, outros acolá, prevê-se um agudizar de uma movimentação sem precedentes de membros da sociedade civil e não só, tanto nos abrigos da UNITA como do MPLA, pois, diga-se, o partido no poder não vai ficar só a ver.
Quanto ao receio que se cria por causa de prováveis infiltrados, vai-se muito tarde, porque, cada vez mais, fruto do entrosamento que a proximidade na Assembleia Nacional propicia, não será estranho se as diferentes forças políticas vierem a ter muita informação para partilhar em tempo útil.











