Burladora do BPC fica em prisão preventiva
Mariana Mesquita não compareceu à audiência de quarta-feira, na 5ª Secção da Sala dos Crimes Comuns do Tribunal Provincial de Luanda, e nem informou àquela instância judicial o real motivo da ausência, tendo o advogado de defesa informado apenas que a sua constituinte tinha óbito, sem prestar mais pormenores.
Durante a audiência, a juíza da causa questionou ao causídico a razão da ausência da co-ré Mariana Mesquita, tendo mais tarde havido a confirmação de que tinha o telemóvel desligado, facto que obrigou a magistrada a ordenar a emissão de um mandado de prisão, que deve ser efectivado dentro de cinco dias.
O julgamento retoma no próximo dia 24 do corrente mês. Mariana Mesquita, Conceição Pedro Mateus e Yolanda Mateus Joaquim são acusadas de burlar 20 pessoas e terem beneficiado com este crime de abuso de confiança mais de 17 milhões de kwanzas.
Conceição Pedro Mateus, que se fazia passar por directora de uma área do BPC, afirmou em tribunal ter recebido valores monetários de mais de dez pessoas, com a promessa de emprego naquela instituição bancária, já que tinha supostamente um comparsa na instituição que lhe ajudava nas suas acções.
Na instância judicial, a ré disse que conheceu a co-ré Mariana Adelino Mesquita num almoço de família e tornaram-se amigas, tendo dias depois recebido um telefonema dela a pedir ajuda, no sentido de empregar no BPC uma filha que tinha terminado a licenciatura.
A ré Conceição Mateus disse que o pedido foi aceite e que, através de uma amizade que tinha no Conselho de Administração do BPC, a filha de Mariana Mesquita foi admitida.
A co-ré Mariana Mesquita disse que indicou 11 pessoas no sentido de a ré Conceição Mateus empregar, mas esta respondeu em tribunal que apenas recebeu e encaminhou os processos e a quantia de um milhão de kwanzas de, pelo menos, dois ofendidos.











