Eduardo dos Santos hipotecou o país - PR
No seu discurso sobre o Estado da Nação, João Lourenço disse que, apesar do seu empenho, nos dois anos iniciais do seu mandato, ainda há muito para fazer para satisfazer as necessidades da população.
"Parte do nosso petróleo foi comprometido para honrar a dívida", realçou o chefe do Estado angolano, indicando que a despesa com o serviço da dívida representa 51% do total da despesa do Orçamento Geral do Estado em 2019.
Dirigindo-se aos deputados da Assembleia Nacional e ao povo angolano, na abertura do ano parlamentar, o chefe do executivo fez um balanço dos seus dois anos de mandato, cumpridos em Setembro, destacando as melhorias alcançadas, sem no entanto, apresentar como os angolanos podem sentir na prática as reformas aplicadas pelo seu executivo e também o que ainda falta fazer.
"Embora tenha empenhado o melhor dos meus esforços na aplicação do programa de governação, estou consciente de que ainda muito há para realizar para satisfação das necessidades que o povo enfrenta", salientou o chefe de governo.
João Lourenço, que foi interrompido e ovacionado pelos seus correligionários do MPLA por diversas vezes, vincou o seu empenho, nestes dois anos, na defesa do rigor e da transparência, na luta contra a corrupção e a impunidade, na adoção de medidas direcionadas para a revitalização da economia e no lançamento das bases para garantir o desenvolvimento sustentável do país.
"Consideramos fundamental a implementação de um verdadeiro Estado de Direito e implementação de uma economia de mercado que consiga alterar, em termos definitivos, a estrutura económica de Angola", maioritariamente assente no setor publico e nas exportações de petróleo.
O Presidente angolano elencou as reformas que estão a ser implementadas em várias áreas, "com vista a fazer de Angola um destino privilegiado do investimento", num discurso muito centrado na conjuntura económica e na pesada herança da dívida do país.
Amarelado
Os deputados da Unita em gesto de reprovação ao discurso do Presidente da República, colocaram-se em pé no final da leitura do estado da Nação e mostraram cartões amarelos ao PR.











