Oficias da PNA continuam "perplexos" com a exoneração de António Maria Sita
O Presidente da República, João Lourenço, exonerou nesta segunda-feira, 21, o Comissário-Chefe António Maria Sita do cargo de 2º comandante-geral da Polícia Nacional.
Por: Belchior Resende
Para o seu lugar, foi nomeado o Comissário-Chefe Domingos Ferreira de Andrade, que foi antes exonerado do cargo de Inspector da Polícia Nacional.

Foram 22 meses que Sita esteve no cargo. A sua maneira de estar, por um lado, “sempre quieto”, pode ter-lhe custado o lugar, dizem homens ligados ao Comando Geral.
Por outra, outros dizem ainda que Sita nunca granjeou grandes simpatias pelo Comdante-Em-Chefe e a falta de ‘contactos’ na Cidade Alta poderá ter custado o lugar do antigo homem forte da corporação.
Porém, oficiais comissários contactados pelo Na Mira do Crime são unanimes em dizer que não esperavam, tão cedo, pela exoneração de Sita.
“É um dos quadros mais brilhantes da Polícia Nacional, e que tem o perfil adequado para servir qualquer posto, o futuro pode reservar algumas surpresas boas para o comandante Sita”, avançou uma fonte.
Os últimos acontecimentos sociais no país, referente a manifestações chamaram atenção a comunidade internacional, sobre os excessos da PN, numa altura em que registavam-se mortes sempre que o direito a manifestação, consagrado na Constituição da República. fosse exercido.
A este mal, ficou ainda associado as várias mortes protagonizadas por agentes da PNA, desde que foi implementado o estado de emergência em Angola.
Com a reunião do Conselho de Segurança Nacional (CNS) na última quinta-feira, 03, do mês em curso, na Cidade Alta, um encontro de caracter extraordinário, à porta fechada, sob orientação do Presidente da República e Comandante-em-Chefe, foi debatida a situação político-militar e o estado de segurança do País.
Nos corredores do palácio, jurava-se de pés juntos que na sequencia dos acontecimentos acima referidos, e para que servisse de repúdio do Chefe de Estado, o ministro do Interior, Eugénio Laborinho, ou o Comandante Geral da Polícia Nacional, Paulo de Almeida tinham “a cama feita”.

Para espanto de todos, o segundo da PNA foi o elo mais fraco, estando agora sem colocação.
Fonte próximas a corporação, dizem que esta jogada, que aparenta ser desfavorável para Sita, pode, a qualquer momento ser favorável para o mesmo.
“É facto que nos próximos meses ou semanas, haverá mexidas mais significativas no seio dos membros da defesa e segurança. O PR vai mexer em sectores chaves, e neste momento estão a ser considerados vários nomes”, adiantou.
Para além de segundo da Polícia Nacional, António Maria Sita que vem da Segurança do Estado, já exerceu os cargos de comandante da polícia nas províncias de Benguela, Huíla, Cabinda e Luanda.

Exonerações
As exonerações e nomeações em Angola são sempre feitas sem nenhuma justificação. A qualquer momento o titular do poder executivo, sem motivo aparente, pode tirar qualquer peão do jogo sem tem que dar alguma explicação aos governados.











