Nova governadora velhos problemas: Lixo cerca governo de Joana Lina
Nova governadora, velhos problemas. Lixo e mais lixo, é assim que Luanda está vestida nas últimas semanas. Moscas, ratos, baratas e todo tipo de vermes e um cheiro nauseabundo acompanha os luandenses nos últimos dias.
Por: Osvaldo de Nascimento
Em todo canto da cidade capital, o adorno que a nova administração de Joana Lina propicia aos luandandeses são amontoados de lixo, crianças a vasculhar contentores em busca de comida e todo um programa preparado para uma calamidade pública.
No Distrito do Baia, onde a nossa equipa de reportagem passou, o lixo faz moradia na vida daquela população, lixeiras e contentores abarrotados de lixo, a escassos metros da administração local, representa um cartão postal daquela urbe.

No Distrito do Rangel, propriamente no mercado dos Congolenses, a imagem não é diferente, lixo e mais lixo cercam as ruas daquela zonma. No bairro Popular, junto ao parque infantil “Ngangula”, a imagem é triste. Mais lixo e lixeiras enfeitam a Machado Saldanha.

Aliás, é assim em toda cidade de Luanda, onde, mesmo com a necessidade de se manter as casas e bairros higinizados por causa da Covid-19, montanhas de lixo vão surgindo todos os dias, sob a impacidade governativa de Joana Lina, que há poucos meses ao leme de Luanda, vai mostrando uma frigidez e fraca de capacidade de governação, naquela que é o cartão postal de Angola.
GPL suspende contratos com operadoras de limpeza
A governadora da província de Luanda, Joana Lina, suspendeu, na última semana de Dezembro os contratos de prestação de serviço que mantinha com seis operadoras de limpeza e recolha de resíduos sólidos na cidade capital.
Joana Lina, que falava em conferência de imprensa, informou que quatro das referidas empresas disponibilizaram-se em prestar serviço até o final de Dezembro, enquanto outras já paralisaram o seu trabalho

A governante assegurou, que até à primeira quinzena do mês de Janeiro, os trabalhos de limpeza e recolha dos resíduos sólidos serão assegurados pelas administrações municipais, distritais e empresas ainda disponíveis em colaborar.
Sem avançar a identidade da empresa, Joana Lina informou que a suspensão dos contratos é resultado dos mesmos terem sido celebrados em moeda estrangeira e ao câmbio do dia. A governadora de Luanda, argumentou, que o Governo actualmente não dispõe de condições de satisfazer esta obrigação.
"A dívida acumulada está acima de dois milhões de kwanzas”, disse, informando que serão pagas em tempo oportuno, estando, nesta altura, uma equipa do GPL a certificar o valor em questão para validação. Joana Lina avançou que futuramente, através do concurso público, as regras de contratação serão actualizadas e a exclusão de pagamentos em moeda estrangeira será uma das regras.











