Agentes da DIIP estão a ser detidos na via pública por usurparem competências
Um grupo de agentes da Direcção de Investigação de Ilícitos Penais (DIIP) do Comando Geral da Polícia Nacional, que tem competencias para investigar crimes, tem chocado com outras tarefas que são de responsabilidade de outros orgãos castrenses.
Por: Osvaldo de Nascimento
Por exemplo, em alguns pontos da cidade, agentes da DIIP-Luanda, mandam parar viaturas chocando com as funções de trânsitos.
Noutras vezes, elementos da DIIP confundem o patrulhamento e ordem pública, abordando cidadãos na via pública, colidindo com a tarefa de efectivos da Ordem Pública. Nesta particular, alguns agentes de ilicitos penais são levados a cela, quando abordados por agentes da Polícia Nacional.
Entre outras, de acordo com algumas chefias contactadas pelo Na Mira do Crime, este facto deve-se porque a DIIP foi criada às pressas, e os seus efectivos ainda não conhecem realmente quais são as suas tarefas.
“É um caso que, aceitamos, deve merecer uma atenção redobrada da nossa parte. Um outro problema não menos importante, é que a celeridade com que se criou este sector, fez com que todos os efectivos que passaram na formaçao não reprovassem, todos foram aprovados, não se teve em conta o perfim do agente da DIIP, até aqueles que não percebem nada entraram”, desvendou.
Os agentes da DIIP circulam pelas ruas da cidade armados, e trajados a civil. Sem equipamento, ou coletes, como os que são usados pelo Serviço de Investigação Criminal (SIC), boa parte deles, principalemte dos efectivos que estão em Luanda, desconhece o seu papel.
“Eles não percebem que a Direcção de Investigação de Ilícitos Penais é um órgão da Polícia a quem compete definir procedimentos, controlar e coordenar a actividade de investigação criminal e instruir processos crimes de competência da Polícia, nos termos estabelecidos pela legislação processual penal”, explicou um comissário da Polícia Nacional que pediu anonimato.
FOCOS DA DIIP
“A DIIP tem como foco combater os crimes violentos, ocorridos em residências ou na rua, como assaltos à mão armada, à saída dos bancos, nas paragens de táxis e outros conexos”, explicou a imprensa o director da DIIP, comissário José da Piedade, em Julho do ano passado, tendo sublinhando que, o país vai viver uma nova era do ponto de vista da segurança pública, acrescentando que, numa primeira fase, os serviços da DIIP estarão nas províncias de Luanda, Benguela, Huíla, Huambo e Cabinda, por registarem mais preocupações relacionadas com a segurança pública.
“Deste modo a DIIP vai contar com o apoio, colaboração e cooperação da Procuradoria-Geralda República, Serviço de Investigação Criminal, Ordem dos Advogados, sobretudo no domínio de formação jurídica e troca de experiências”, disse.
A falta de formação numa escola de investigação criminal, pode ser um dos principais défice deste órgão da Polícia Nacional.

Desta forma, enquanto as competencias não estarem bem delimitadas, ou os novos efectivos da DIIP-Luanda não perceberem qual o seu real papel, continuaremos a assistir a detenção dos homens da DIIP, por falta de instrução.











