Casmurrice de Artur Almeida e Silva condiciona dinheiro da FIFA
Os últimos acontecimentos na Federação Angolana de Futebol (FAF) poderão deitar por terra a segunda fatia da FIFA, no quadro de apoio financeiro daquele órgão à instituição que o gere os destinos da modalidade no país.
Por: Na Mira do Crime
Depois de um milhão e 500 mil dólares disponibilizados pela instituição liderada por Geanni Infantino, em Outubro de 2020, com vista a diminuir o impacto da Covid-19 no futebol nacional, é pouco provável que Angola seja contemplada com uma segunda verba .
Em Janeiro estava previsto a entrega da última parte do dinheiro mas não aconteceu, em consequência das quezílias que se instalou na casa do desporto-rei em Angola.
E não se adivinha um desfecho para breve, aos menos que os associados convoquem uma assembleia extraordinária, para pôr termo ao circo.
Em causa está a decisão do Tribunal Provincial de Luanda que suspendeu provisoriamente todos actos jurídicos praticados pela comissão eleitoral para os órgãos sociais da FAF.
Em disputa estava todo processo da tomada de posse de Artur Almeida e Silva e o seu elenco que inicialmente estava marcado para 21 de Novembro, de acordo com o documento tornado público na passada semana.
O Tribunal alega que pretende paralisar provisoriamente os efeitos jurídicos dos actos praticados pela comissão eleitoral, que se encarregou do processo de eleição dos órgãos sociais da FAF, para o quadriénio 2020-2024.
Uma das decisões que agora são anuladas é o indeferimento da candidatura de Novembro de Castro, através da deliberação n°08/CE de 8 de Outubro do ano transacto, revogado pelo Ministério da Juventude e Desportos, abrangendo como também outros actos, em acta, que foram assinados pelo secretário da comissão por delas discordar.
Segundo o Tribunal, Norberto de Castro foi afastado ilegalmente pela comissão eleitoral, algo que alguns juristas sempre defenderam, mas descartado por um sector apoiado por Artur Almeida e Silva.
Aliás, o presidente cessante apresentou a impugnação de Norberto de Castro, pelo facto de ter pedido a sua demissão do cargo de vice-presidente da direcção do mandato em causa, mas que agora o Tribunal Provincial de Luanda dá indeferimento.
Os especialistas acreditam que a teimosia de Artur Almeida e Silva com a simplicidade da comissão eleitoral de impedirem, a todo custo, à candidatura do patrono da Fundação Norberto Castro, deixa à FAF sem liderança e o seu funcionamento com normalidade.











