Lunda Norte: MPLA reafirma ser inaceitável o incitamento à subversão da ordem constitucional
Numa altura que os líderes das bancadas parlamentares da oposição angolana falam em 28 mortes, mais de 20 feridos e 10 pessoas desaparecidas na vila mineira de Cafunfo, contrariando a versão apresentada pela Polícia Nacional, que apenas identificou seis mortos, o Secretariado do Bureau Político do Comité Central do MPLA reiterou esta semana, que é absolutamente inaceitável o incitamento à subversão da ordem constitucional, à desobediência civil e à instabilidade político-social.
Por Marlita Domingos
Sob a orientação da sua Vice-Presidente, Luísa Damião, no Complexo do Futungo II, em Luanda, o Bureau Político do MPLA reitera que a República de Angola é indivisível, inviolável e inalienável, pelo que serão energicamente combatidas todas as tentativas de divisão dos angolanos ou de violação da soberania nacional.
Os pronunciamentos do Bureau Político do MPLA surgem na sequência da situação que continua a abalar a sociedade angolana que teve lugar em Cafunfo, onde a Polícia Nacional falou em seis mortes de cidadãos que supostamente tentaram invadir uma esquadra policial, acto considerado pelas forças de defesa e segurança de rebelião.
Mais de 20 mortos
Em conferência de imprensa realizada esta semana, os presidentes das bancadas parlamentares dos partidos da oposição, nomeadamente, UNITA, CASA-CE e PRS, apresentaram as suas versões sobre os factos, por sinal, bastante contrárias aquelas apresentadas pelas forças de defesa e segurança, na voz do Ministro do Interior Eugénio Laborinho e do Comandante-Geral da Polícia Nacional, Paulo de Almeida.
De acordo com a oposição, que apresentou uma lista dos falecidos e um relatório sobre os incidentes, os líderes dos grupos parlamentares daqueles partidos na oposição disseram que “não houve qualquer tentativa de se assaltar uma esquadra” em Cafunfo, como disseram as autoridades.
“Essa acção (assalto à esquadra) nunca existiu foi um facto teórico que habilidosamente foi criado”.
Entretanto, a Amnistia Internacional confirmou a existência de 10 mortos e muito desaparecidos ao passo que parlamentares da oposição falam em 28 mortes, 21 feridos e 10 pessoas desaparecidas, na sequência dos confrontos registados no dia 30 de Janeiro na vila de Cafunfo, na província da Lunda Norte.











