Ataque ao poder: Adalberto, Chivukuvuku e Justino juntam-se contra o MPLA
Os líderes dos partidos UNITA, Adalberto Costa Júnior, o coordenador geral do projecto político PRA JÁ Servir Angola, Abel Epalanga Chivukuvuku e o presidente do partido Bloco Democrático, Justino Pinto de Andrade, realizaram uma conferência de imprensa há instantes, numa das unidades hoteleiras da Capital, para mostrar a sua sincronia numa luta unida contra o partido no Poder, o MPLA.
Por: Osvaldo de Nascimento
NA abertura, Marcial da Dachala leu um manifesto do grupo, condenando a morte de manifestantes na Lunda Norte, bem como o repúdio daquilo que chama de discurso racista contra o líder do maior partido na oposição.
Tomando a palavra, e questionado se a UNITA tem estado a incentivar as manifestações em Angola, Adalberto Costa Júnior disse que a UNITA tem valores positivos comummente partilhados em nome dos angolanos, e tem assumido às manifestações realizadas por si. Porém, continuou, o governo procura sempre fantasmas sempre que são realizados protestos, e tem colocado a UNITA por detrás destas inquietações populares, acusando o galo negro de procurar perturbações ou desestabilização social.
Frente única contra o MPLA
Questionados sobre uma possível frente única nas próximas eleições, Adalberto Costa esclareceu que há um diálogo entre os responsáveis, e como prova está a presença dos políticos na confêrencia de imprensa.
“Angola do futuro precisa colocar o MPLA na oposição… E enquanto projecto de poder, temos mostrado todos os dias que temos um projecto de sociedade”, clarificou.
Governação criminosa
Para Abel Chivukuvuku, Angola assiste agora o retorno do autoritarismo, “o activismos é um dever dos angolanos, e é por isso que deve ser feito como um dever, porque temos uma governação criminosa”.
Quanto a frente única entre os partidos, Abel avançou que, “não só afirmamos a nossa vontade, mas predisposição de juntarmos o nosso esforço conjunto”.
O líder do Bloco Democrático, Justino Pinto de Andrade, garantiu que todos os esforços possíveis estão a ser feitos para ajudar o MPLA a ir para o oposição, e, continuou, “este exemplo que estamos a dar nesta exposição publica, é para mostrar que é preciso ajudar o MPLA a ir para a oposição, porque está provado que durante estes anos de governação do MPLA, foi um assalto ao país”.
O BLOQUISTA disse também que a forma de coordenação entre os líderes será idealizada, porque há compromissos geracionais que devem ser assumidos. “E é nossa responsabilidade agir em conjunto para evitar que o caos se acentue no país”, sentenciou.
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