Imprensa portuguesa lidera campanha contra o Presidente da República e seus próximos
O Secretário para informação do MPLA, Albino Carlos, qualificou as notícias veiculadas recentemente, pelo jornal português Expresso, sobre alegadas investigações contra o Presidente da República e do MPLA, João Lourenço, como mais uma peça de campanha montada a partir do estrangeiro no sentido de manchar a imagem de Angola e pôr em causa a legitimidade do Presidente da República, tendo na ocasião garantido que não há qualquer investigação em curso à volta de João Lourenço.
Por: Marlita Domingos
Em declarações esta semana a Rádio Desperter, o porta-voz do partido no poder, Albino Carlos, reagia à notícia publicada recentemente pelo jornal português Expresso, dando conta que o Presidente angolano está a ser investigado há um ano por procuradores americanos que acreditam ter provas de violações da legislação dos Estados Unidos por parte de Chefe de Estado, família e parceiros de negócios.
Albino Carlos acrescentou que o MPLA tem noção que essas iniciativas são movidas por indivíduos que desconhecem a determinação da liderança dos ‘Camaradas’ e visam simplesmente minar o combate à corrupção e comprometer a atracção de investimentos estrageiros para o País.
“Isto é mais uma peça de uma campanha orquestrada a partir do exterior no sentido de denegrir a imagem e pôr em causa a legitimidade política das lideranças angolanas, no caso, é pôr em causa a liderança do Presidente João Lourenço”, continuou, para mais adiante sublinhar que o MPLA acha que estas manobras visam frenar o combate determinado e acérrimo que está a ser feito contra a corrupção em Angola.
“Este combate está a ser feito com grandes resultados, da descoberta de bens públicos desviados e que fizeram com que afectasse a nossa economia e também de uma certa imagem que o País está a ter, a nível internacional, no sentido de angariar investimento estrangeiro”.
Portanto, Albino Carlos considera que esta campanha é para minar o combate à cooru+ção em curso no País, com a determinação da liderança do MPLA.
Oposição chamada à união
O porta-voz do MPLA exortou também os partidos políticos na oposição a unirem-se nesse desafio de combate à corrupção e impunidade que considera um imperativo nacional.
“Se há uma das grandes características do Presidente João Lourenço é a coragem política e a determinação, sobretudo, quando está em causa o interesse de Angola e dos angolanos”, apontou, chamando atenção à oposição que o combate à corrupção e a impunidade é um imperativo nacional e não apenas um programa que deve ser só abraçado pelo MPLA e o governo que o sustenta.
“O combate à corrupção afecta todos os angolanos, afecta a imagem do nosso País, mina a credibilidade internacional do nosso País, cria fossos entre os cidadãos e poe em causa o futuro dos nossos filhos”.
Por isso, apelou, “aproveitamos mais esta oportunidade para apelar, quer a UNITA, quer todas as forças políticas com responsabilidade política no nosso País, no sentido de juntos levarmos avante este combate contra a corrupção e a impunidade”.
Portugueses ‘comeram’ no ‘Caso Grecima’
Albino Carlos considera estranha a publicação no jornal português Expresso, de notícias contra dirigentes angolanos, numa altura que a imprensa portuguesa é citada no julgamento do ‘Caso Grecima’, como tendo beneficiado do dinheiro da corrupção para a lavagem da imagem dos antigos governantes angolanos.
O porta-voz do MPLA avisa mesmo que as autoridades angolanas não se vão deixar intimidar com campanhas difamatórias feitas no estrangeiro e promete prosseguir com a estratégia do combate à corrupção em nome dos angolanos e do compromisso histórico nacional.
“É também sintomático e muito estranho que esta campanha despoleta-se junto da imprensa portuguesa, precisamente, num momento em que a imprensa portuguesa tem sido posta em causa no desenvolvimento do julgamento do conhecido ‘caso Grecima’”, notou, para mais adiante deixar um sério aviso à navegação que o MPLA está atento e não vai vacilar, muito menos, frenar o combate à corrupção.
“Fique mal quem quiser ficar, aliás, quando começou a liderança deste combate à corrupção, o presidente João Lourenço já tinha avaliado as suas consequências, nomeadamente internas, ao nível mesmo do MPLA e externas, de todas aquelas forças que não têm nada a ver com o MPLA”, reiterou.
Por este facto, garante que o combate vai continuar e, “se pensam que, com essas campanhas de desestabilização, com essas campanhas de incitamento a desobediência civil, essas campanhas de incitamento de manifestações que poem em causa as estruturas e instituições democraticamente eleitas estão pura e, simplesmente, enganados”.
Em gesto de conclusão, Albino Carlos, socorreu-se, mais palavra, menos palavra, a uma antiga máxima de Jonas Savimbi dizendo: “Primeiro são os angolanos e só depois é que são os estrangeiros”.
João Lourenço tem apoio da administração Biden
A Embaixadora dos Estados Unidos da América, Nina Maria Fite, revelou esta sexta-feira, 19, que a Administração Biden vai dar todo apoio ao Presidente João Lourenço, no combate à corrupção em Angola.
Em entrevista exclusiva, à Rádio Nacional de Angola, Nina Maria Fite, disse que os Estados Unidos aguardam, com expectativa, a colaboração para o reforço da capacidade de Angola no cumprimento dos requisitos da Lei de práticas de corrupção dos Estados Unidos, no exterior, que rege a forma como as empresas americanas devem desenvolver negócios no estrangeiro.
A chefe da diplomacia americana em Angola, Nina Maria Fite, informou que, para apoiar a luta do Governo angolano contra a corrupção, os Estados Unidos prestaram assistência técnica e orientação a muitas instituições angolanas, no combate ao branqueamento de capitais e ao financiamento do terrorismo.











