Presidente do PDP-ANA acusado de desviar 8 milhões de kwanzas de três em três meses
O Partido Democrático Para O Progresso De Aliança Nacional de Angola (PDP-ANA), fundado em 1991 por Mfulumpinga Lando Victor, vive hoje uma divisão interna.
Por: Domingos Miguel
Zissala Pululu, secretário-geral do partido que lidera a ala que confronta o Presidente do Simão Makanzo, acusa o líder de estar a desviar 8 milhões e 49 mil kwanzas, dinheiro vindo da CASA-CE, uma vez que estão coligados.
No sábado, 13, Zissala Pululu realizou uma reunião extraordinária do Comité Central do PDP-ANA, numa das unidade hoteleiras da capital, com objectivou de criar uma comissão de gestão, para num período de 3 ou seis meses, convocarem o congresso para eleição do novo Presidente.
De acordo com Zissala Pululu, a questão mais importante é a revitalização do partido, uma vez que se passaram mais de 15 anos desde que o fundador do partido foi assassinado "e os dois indivíduos que ocupam o cadeirão máximo nada fizeram em prol do partido”, segundo Pululu, desviaram-se dos ideiais deixado por Mfulumpinga.
Pululu diz que a direcção acordou e tenciona afastar Simão Makanzo da liderança através de mecanismos legais, e assegura que o congresso esta para breve, uma vez que Simão Makanzo está em fim de mandato.
Constantino Francisco, secretario nacional para juventude, diz que a ideia é ter um líder que consiga levar o partido ao alto nível da política angolana. Para o político, o presidente Makanzo foi incapaz de organizar e dirigir o partido, espera ter alguém que contrapõe esta situação.
“A sede do partido está em estado de abandono, mas o partido recebe verbas do Orçamento Geral do Estado… falta quase tudo, até armários para conservação de documentos, isso são sinais de má gestão e um claro desrespeito as linhas que nortea o partido”, desabafou.
Simão Makanzo "lava as mãos"
No exercício do contraditório, o Na Mira do Crime ouviu o actual Presidente do PDP-ANA, que está coligado a CASA-CE, que diz serem falsas as denúncias e sobre a reunião extraordinária do Comité Central realizado no passado sábado, considera ilegal, acrescentando que a reunião foi dirigida por indivíduos que estão suspensos dos seus cargos.
Questionado sobre o destino que se dá a verba que recebe da coligação, o político argumentou que pouco ou nada dá para se fazer com aquele valor, para às necessidades do ciclo nacional.
“Essa ala de rebeldes está atrás do dinheiro, recorda que antes de existir esses valores, muitos deles haviam desistido e só regressaram depois desta conquista”. De acordo com o líder do PD-PANA, o dinheiro que recebe serve para pagar subsídios dos membros do Comité Central e outras necessidades adicionais.











