Lucas Ngonda acusa ERCA de "actuação ambígua e conflituosa"
O presidente da Frente Nacional para a Libertação de Angola (FNLA), na oposição, defendeu hoje a extinção da Entidade Reguladora da Comunicação Social Angolana (ERCA), considerando que o órgão tem uma "actuação ambígua e conflituosa".
Por: Patrícia da Silva
Lucas Ngonda, que apresentava esta quarta-feira, 24, a declaração política do seu partido na abertura da sétima reunião plenária extraordinária do parlamento angolano, afirmou que persiste uma "grande insatisfação" entre os membros da ERCA.
"Constata hoje que a actual ERCA tem uma atuação ambígua e conflituosa sobre a missão a que foi chamada a cumprir, a insatisfação é grande nos membros da ERCA, alguns tiveram a oportunidade de manifestar a sua insatisfação publicamente", afirmou hoje Lucas Ngonda.
O deputado Lucas Ngonda sustentou que a entrada de uns membros e a saída de outros na ERCA é sintomático de problemas internos e considerou que aquele órgão é uma estrutura de partidos integrantes e não um projecto nacional.
Segundo o líder da FNLA, que defende a "reestruturação ou extinção" da ERCA e a criação de uma nova entidade, a instituição "não tem jogado" o papel de equilíbrio no funcionamento dos órgãos de comunicação social angolano.
"Há todo o interesse de se repensar esta instituição, não deve ser reduzida ao papel de um instrumento de luta para os partidos ali representados. Entendemos que a sua missão está acima os objectivos partidários", notou.
A ERCA "deveria representar a consciência social de um Estado democrático e de direito na sua forma de actuação, apesar de ser uma organização de interesses compósitos, deveria primar pelos objectivos fundamentais que motivaram a sua criação".
Lourenço Bento substitui Carlos Alberto na ERCA
O presidente da Assembleia Nacional, Fernando da Piedade Dias dos Santos, conferiu posse a Lourenço Bento António, indicado pela União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA) como membro da Entidade Reguladora da Comunicação Social (ERCA).
Lourenço Bento António substituiu o jornalista Carlos Alberto, afastado recentemente daquele órgão por resolução da Assembleia Nacional e que perdeu o mandato. A ERCA foi criada em 2017 com o propósito de regular e supervisionar a atuação da comunicação social angolana.











