Propostas para resolver caso Cabinda foram inviabilizadas por Mambo Café e Kopelipa – General Sumbo
O general na reforma, José Sumbo, reconhece que Cabinda faz parte de Angola, apesar de haver correntes que defendem a independência.
Várias propostas por si apresentadas foram inviabilizadas por alguns membros do Executivo.
Falando em conferência de imprensa, nesta quarta-feira, 24 de Março, Sumbo revelou que apresentou a sua primeira proposta em 1992 ao ex-presidente, José Eduardo dos Santos, "que foi muito bem apreciada, mas acabou foi inviabilizada pela camarada Mambo Café".
A segunda proposta foi de Setembro de 2006 e, à semelhança da primeira, teve também parecer positivo do Chefe de Estado. Só que, foi também inviabilizada, desta vez, pelo general Kopelipa".
Na conferência de imprensa apresentou a sua visão sobre as Consequências e possíveis soluções do conflito no conclave. Falou igualmente do PRODESI, a comercialização de campos, inclusive a recolha do lixo em Angola.
Sobre as causas do conflito em Cabinda, referiu-se ao "rompimento unilateral, por Portugal, dos tratados de protectorado que assinou com os reinos dos territórios que compõem o território de Cabinda; desde os tratados de Chifuma, Chicamba e Simulambuco".
Acrescentou que com base no pressuposto de causa e efeito, esta situação levou, em sua opinião, a 3 consequências principais: luta de libertação nacional de Angola contra o exército colonial e fascista português, extensiva a Cabinda; assumpção do governo do distrito de Cabinda pelo MPLA no período de transição para a independência de Angola (Facto-Politico-Administrativo); e, finalmente, a defesa de Cabinda pelo MPLA através do seu braço armado as FAPLA apoiadas por efectivos militares Cubanos durante a invasão Mobutista.
Reconhece ter havido tentativas de resolução do "Caso Cabinda" por parte do Presidente Agostinho Neto, mas que esbarraram sempre em manobras dilatórias, diversão, ganhos ilícitos, através dos dinheiros públicos, sendo que a falta de vontade política que falou mais alto.
Lembrou que o Comité Central do MPLA, aprovou na sua X sessão Plenária Ordinária, realizada em Luanda, de 17 a 20 de Fevereiro de 1996 onde Lê-se uma resolução em que se lia: encorajar o governo a continuar o processo de negociações com vista a resolução da questão Cabinda, envolvendo a participação de todas as forças vivas daquela parcela do território nacional.
Ele disse que só há conflito em Cabinda porque uma parte da Frente de Libertação do Enclave de Cabinda (FLEC) não se revê nos acordos rubricados com o governo angolano. Sobre o PRODESI disse ter elaborado um documento com propostas concretas e que foi enviado ao Presidente da República. Quanto ao lixo, José Sumbo defende que cada cidadão se responsabilize pelo lixo que produz, porque a Governadora Joana Lina "encontrou uma dívida de cerca de 300 milhões de dólares".
"É dinheiro gasto ilicitamente quando deveria ser usado para melhorar a vida do cidadão, como saúde e educação", afirmou











