Polícia no Uíge desafia líder da UNITA a apresentar provas sobre tentativa de assassinato
Com informação e dados escassos sobre os meandros do alegado atentado frustrado contra o líder da UNITA, Adalberto Costa Júnior (ACJ) que teria lugar na província do Uíge, aquando do acto central das comemorações dos 55 anos de existência desse partido, é a vez da Polícia Nacional a exigir que o político apresente provas credíveis, tendo em conta o grau das acusações.
Por: Lito Dias
Para começar, o Presidente do maior partido na oposição acusou um militante, no caso Rui Galhardo Silva, de ter sido o mentor do pretenso atentado, em sintonia com os serviços secretos.
As coisas não ficaram por aí. Depois da conferência de imprensa do acusado, a UNITA voltou à carga reiterando a mesma acusação, afirmando que haviam sido capturadas, no local do comício do partido 12 armas, segundo a sua primeira Vice-Presidente, Alerte Chimbinda.
No entanto, esta terça-feira, 30, o segundo Comandante da Polícia Nacional no Uíge, Subcomissário David Chitundo, veio a terreiro não para acusar o líder da UNITA, mas para obriga-lo a apresentar provas da acusação feita.
"Porque, até ao momento, as acusações feitas por eles não foram provadas pela polícia nacional no Uíge", referiu, sublinhando que nem mesmo aquelas que foram feitas contra o cidadão Galhardo se alinham com a verdade.
"Não ficou provado que o cidadão Rui Galhardo portava armas de fogo", asseverou. Praticamente, convencido que terá havido embustes nos pronunciamentos dos responsáveis da UNITA, sugere a estes que venham a público pedir desculpas pelas falsas declarações prestadas, para se sanar o imbróglio.
Feitas as contas, a UNITA não terá privilegiado a colaboração com as autoridades policiais que deveriam tomar medidas à data dos factos aludidos.
Seja como for, o partido do Galo Negro tem a oportunidade de, junto das autoridades, e em colaboração com a imprensa, apresentar a substância das referidas acusações, embora, ainda no Uíge, já tenha feito saber que nos contactos com a polícia concluiu-se que os indivíduos que detinham armas no comício não faziam parte da corporação.
Tudo isso acontece numa altura em que o cidadão Galhardo, que ainda se diz militante da UNITA, apresentou à Procuradoria Geral da República uma queixa-crime contra o seu presidente, Adalberto Costa Júnior.
Por sua vez, o Na Mira do Crime sabe que ACJ vai dar entrada também na PGR um processo-crime contra o cidadão Galhardo por este ter alegadamente pretendido corromper um médico para falsificar documentos que incriminariam o líder do Galo Negro.











