Polícia Angolana e Namíbiana definem mecanismo de segurança na fronteira comum
As polícias das Repúblicas de Angola e Namíbia definiram hoje, quarta-feira, 21, às questões de segurança ao longo da fronteira comum, bem como mecanismos de prevenção e combate à criminalidade.
Por: Redacção/Comando da Polícia na Huíla
A reunião da comissão de peritos, foi presidida pelo Comandante Geral da Polícia Nacional, Paulo Gaspar de Almeida, cujo objectivo visou tratar assuntos de interesse comum e fortalecer as relações de amizade entre os dois povos.
De acordo com o Comissário Geral Paulo Gaspar de Almeida, que falava durante o certame, as polícias dos dois países, enquanto órgãos encarregados de garantir a segurança e ordem pública, devem reforçar o diálogo, melhorar os mecanismos de intercâmbio de informação, no sentido de continuar a salvaguardar a integridade da fronteira comum e a soberania de ambos Estados.

"A solução deve ser conjunta, está claro que as vias diplomáticas de ambas as partes continuam disponíveis. Por isso, neste encontro, abordamos com profundidade alguns incidentes que registamos ao longo da fronteira comum, e manifestamos o nosso desagrado aos cidadãos dos dois países que desrespeitam as leis vigentes, colocando em causa o bom nome de cada Estado ", disse.
Por outro lado, a mais alta patente da corporação repudia com veemência todo e qualquer tipo de crime.
"Tem sido frequente o roubo de gado, viaturas, cabos eléctricos e abate indiscriminado da flora, bem como o contrabando de combustível, pedras preciosas e de moedas”, observou, acrescentando que, para estas más práticas, é preciso acções de prevenção e combate cerrado, “ao ponto de desencorajarmos tais práticas”.
O Comissário Geral manifestou a necessidade de se reabilitar e relatar os marcos fronteiriços ao longo da fronteira comum, e definir o horário de funcionamento dos Postos de Fronteiras entre o Bico de Angola / Sussue, Bwabwata / Cheto e Mucusso / Mushangara, assim como institucionalizar o Posto de paragem única entre o Posto de Fronteira de Santa Clara e Oshikango, mantendo-o a funcionar 24 horas por dia.

Paulo de Almeida entende também que é preciso prestar maior atenção às questões penitenciárias, assegurar o sistema de reeducação, humanização e ressocialização da população penal, pelo que, apoia o reforço das relações entre os Serviços Penitenciários da República de Angola e Serviços Correccionais da República da Namíbia.
Ao finalizar, o número um da corporação manifestou total abertura para trabalhar e atender as questões que preocupam a República da Namíbia, no âmbito da segurança e ordem interna, pois que, disse, “trabalhando juntos, seremos mais fortes e conseguiremos alcançar melhores resultados”.
Paulo de Almeida enalteceu ainda o trabalho desenvolvido pelas autoridades policiais namibianas na garantia da ordem e segurança pública, sobretudo na prevenção e combate à criminalidade".
A fronteira entre Angola e Namíbia é a linha que limita os territórios de Angola e da Namíbia. De oeste para leste, a fronteira é definida pelo rio Cunene, na zona do deserto do Namibe, seguindo o percurso deste rio até às Quedas do Ruacaná. Aí passa a seguir uma linha recta segundo um paralelo até encontrar o rio Cubango. Segue o percurso deste até Mucusso, definindo depois o limite norte da faixa de Caprivi até à tríplice fronteira de ambos os países com a Zâmbia.
A rodovia Trípoli–Cidade do Cabo, que liga a província de Cunene (Angola) à província de Ohangwena (Namíbia), a única via terrestre de ligação entre os dois países, está dotada de um cruzamento em diagonal após os postos fronteiriços de Santa Clara do Cunene e Helão Nafidi.











