Ex-Vice Chefe do Estado Maior das Forças Militares da UNITA vai hoje a enterrar
O Ex—Vice Chefe do Estado Maior das Forças Militares da UNITA e Ex—presidente do Conselho de Disciplina das Forças Armadas Angolanas, general na reforma, Arlindo Samuel Sapiñala "Samy", vai hoje a enterrar em Benguela, no cemitério do Luongo - Catumbela.
Por: Lito Dias/Belchior Resende
O histórico da UNITA faleceu na madrugada de quarta-feira, 28, vitima de doença, na província do Kuando Kubango.
O general que, nos últimos dias, fazia a sua vida entre as províncias de Luanda e Kuando Kubango, queixava—se de paludismo, sendo que até à altura do seu falecimento, preparava-se para ir à vizinha República da Namíbia para tratamento médico.
O conhecido general Samy fez parte de um dos últimos generais que passaram à reforma tendo, a partir dai decido abraçar alguns projectos de empreendedorismo no Kuando Kubango.
Notabilizou—se na guerrilha da UNITA, começando pela guarnição de Jonas Malheiro Savimbi, chefiando a unidade de comandos especiais, denominada "Batalhão Mocho".
Depois das eleições de 1992, já brigantino, foi chefe táctico da Batalha do Kuito, às ordens do então Chefe do Estado Maior General das FMU, general Demóstenes Amós Chilingutila falecido em Fevereiro último.
Em 1998, com o eclodir da guerra entre as tropas governamentais e as tropas da UNITA, foi indicado para comandar a famigerada brigada mecanizada que tinha a tarefa de retomar de assalto as cidades do Huambo e Bié.
Consta de alguns relatos que, em Maio de 2001, quando Jonas Savimbi deixou de falar às rádios estrangeiras e ao telefone para que a sua voz e localização não fossem identificadas, os contactos eram feitos por intermédio do general Samy que, por sua vez, repassava as orientações aos comandantes militares da guerrilha.
A 22 de Fevereiro de 2002, aquando da morte de Savimbi, encontrava—se na coluna do então Vice-Presidente da UNITA, general António Sebastião Dembo, na companhia da coronel Alda Sachiambo, Catarina Ululi (esposa de Savimbi).
O general Samy ajudou a enterrar Dembo, quando este veio a falecer três dias após o desaparecimento físico de Savimbi, nas matas do Moxico.
Antes da crise da Covid-19, em Angola, prontificou-se junto a família Dembo, a integrar uma comissão que iria se encarregar na localização e recuperação dos restos mortais de Dembo, margem direita do rio Lamai a pouco menos de 20 km da comuna do Luvuei, província do Moxico.
Em 2002, o general Arlindo Samuel Kapiñala Samy fez parte das negociações entre as partes beligerantes tendo, depois, integrado nas FAA, desempenhando o cargo de presidente da Conselho Superior de Disciplina Militar (CSDM) do Estado Maior General das Forças Armadas Angolanas.
Até à sua morte fazia parte do grupo de conselheiros do Presidente da UNITA, Adalberto Consta Júnior, perfilando com outros generais recentemente reformados, como são os casos de Felino Apolo Yakuvela, Augusto Lutock Wiyo, Renato Campos, Isidro Wambu.











