Trabalhadores decretam greve na função pública a partir de amanhã
A greve, que começa a partir de amanhã, terça-feira, 4, vai paralisar serviços nos Governos Provinciais, Administrações Municipais, Ministérios da Acção Social, Família e Promoção da Mulher, Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria, Saúde e outros sectores do regime geral da função pública.
Na sua declaração de greve, a Comissão Intersindical dos Sindicatos da Administração Pública, Saúde e Serviços indica que a primeira fase tem a duração de três dias, até 7 de Maio, e a segunda decorre de 11 a 13 do mesmo mês.
Nos hospitais, técnicos de enfermagem, funcionários administrativos e de apoio hospitalar deverão manter os serviços mínimos, conforme o documento, elaborado a 23 de Março na província do Huambo.
O sindicalista Custódio Kupessala, membro da Comissão Intersindical, refere que uma das causas do fracasso das negociações é o permanente envio de representantes de ministros, entre directores nacionais e chefes de departamentos, sem poder de decisão.
“Existem funcionários numa categoria há trinta anos, sem actualização”, resume.
Vários funcionários falam em greve por “razões óbvias”, realçando que os ministros angolanos não estão preocupados com a dor do pessoal do regime geral.
“Já não queremos conversa sem resultado, queremos saber o que podem fazer dentro de seis meses”, sublinham funcionários públicos.
De acordo com a VOA, até sexta-feira, 30, já estavam confirmadas greves nas províncias de Benguela, Kwanza Sul, Bié, Huíla, Cabinda, Lundas Norte e Sul, Cunene e Namibe.
C/VOA











