TPA Huíla: Luís Garrido ‘toma de assalto’ gestão do canal público
Os profissionais da TPA HUÍLA estão preocupados com a gestão da directora do canal público na Huíla, Carla Miguel, recentemente nomeada para o cargo de Directora do Centro de Produção Local, depois de ter perdido terreno para Luís Garrido, que se ocupa da pasta de Director Provincial da Comunicação Social.
Por: Patrícia da Silva
Segundo denúncias que nos chegam das terras da Chela, a jornalista Carla Miguel perdeu completamente o controlo das suas responsabilidades.
“Actualmente quem decide tudo é o Luís Garrido, o titular da pasta das Tecnologias e Comunicação Social a nível provincial. Em consequência disso, o centro está totalmente desgovernado, sendo que a própria responsável nunca está presente, chega a hora que quer e vem quando lhe apetece por ser a chefe”, denunciaram os profissionais da principal cadeia televisiva do País.
Segundo a denúncia, que também já circula nas redes sociais, Luís Garrido é tido como director “sombra” do Centro de Produção- Huíla (CP-H), chegando mesmo ao ponto de desautorizar a directora do centro e a decidir que peças jornalísticas são enviadas à Luanda para emissão nos principais serviços noticiosos do canal public.
“É ele quem decide quais são as peças que devem enviar para Luanda, sem ter ninguém para colocar um travão nisso. Tudo que ele mandar tem de ser feito e, infelizmente, a senhora Carla Miguel não consegue reagir”, denunciaram, acrescentando que, no ultimo sábado, 09 de Maio, Luís Garrido foi à TPA ralhou com os colegas da informação, numa acção que eles consideram de ter tomando de assalto a área de edição.
“Gravou peças com a Lia Mendes, a conhecida apresentadora de um programa produzido nesse Centro, com um operador de câmara da TPA, sem autorização de ninguém, porque para ele tudo que está a ser feito aqui no Centro de Produção da Huíla está errado”, acrescentaram, solicitando, por isso, a intervenção urgente das instâncias superiores da TPA para se colocar um travão a Luís Garrido.
Um convidado que virou dono de casa
Na denúncia enviada ao Na Mira do Crime, os funcionários da TPA Huíla sublinharam mesmo que, em Janeiro de 2020, a jornalista Carla Miguel levou Luís Garrido aquela provincial para dar um seminário, tendo na ocasião exigido que os seus ensinamentos tinham de ser cumpridos à risca.

“Todos nós sabemos que o Luís Garrido desaprendeu muito em televisão. É um profissional com apenas a 8ª classe, cujo certificado é comprovadamente falso. Tem um ensino médio duvidoso, está sem visão em matéria de televisão para exigir que os PT todos têm que ser feitos com amor”, descreveram, sublinhando que Luís Garrido tem feito estas imposições à Carla Miguel a quem obriga para que sejam cumpridas na íntegra.
“Em Outubro do ano passado o Luís Garrido proibiu Carla Miguel de não enviar para Luanda o documentário sobre óleo Mumpeke que desapareceu misteriosamente das ruas da cidade”, acrescentaram os trabalhadores da TPA Huíla, sublinhando que, com este comportamento a que consideram de caduco e desajustado com o novo paradigma que se vive no País, com a entrada em cena do actual executivo liderado por João Lourenço, fica difícil divisar quem é o director do Centro de Produção Huíla, quando de um lado está Carla Miguel, a jornalista nomeada para o referido cargo e no outro extremo está Luís Garrido que toma decisões sem autorização da responsável da área.
De recordar que a jornalista Carla Miguel é a mesma que chegou a ser agredida por um escolta do Governador do Namibe Archer Mangueira, apenas identificado por Bruno. À data dos factos, a jornalista era a responsável da delegação da TPA-Namibe.











