Operação caranguejo: Massano corre contra o tempo e sacode água do capote
Depois de descoberto o plano milionário de um major das Forças Armadas Angolanas, até então homem forte das Finanças da Banda Musical da Casa de Segurança do Presidente da República, Major Pedro Lussaty que numa só sentada, fez um pé de meia na ordem de 10 milhões de dólares, 700 mil euros e cerca de 800 milhões de kwanzas. Vários circulos da sociedade angolana questionam a origem dos milhões de dólares do magnata, uma vez que os dólares, em caixas, tinham o selo do Banco Nacional de Angola (BNA).
Por: Osvaldo de Nascimento
Várias correntes apontam José de Lima de Massano, governador do BNA como sendo partícipe desta teia, e, como tal, exigem a demissão do responsável do controlo do dinheiro de Angola.
Correndo contra o tempo e antes que a exoneração bate a porta do edifício da Marginal, o Banco Nacional de Angola (BNA) abriu um inquérito sobre os valores apreendidos na operação "Caranguejo", em moeda nacional, para apurar em que circunstâncias o dinheiro foi disponibilizado a terceiros.
De acorda a que o NA MIRA teve acesso, o inquérito visa averiguar também, junto do banco comercial que disponibilizou os valores, quais os procedimentos de compliance (conjunto de normas legais e regulamentares ou políticas de determinada instituição) aplicados para assegurar a sua legitimidade.
O BNA confirma que os valores em posse do major foram levantados na sua “Casa Forte” por um banco comercial, obedecendo integralmente as regras e protocolos vigentes, bem como procedimentos a nível do banco central.
O documento refere igualmente que o Banco Nacional de Angola prestou aos órgãos de investigação criminal as informações solicitadas e nos termos da lei e regulamentação aplicáveis.
Quem é o chefe do chefe do Lussaty?
A investigação que continua em curso, antevê o rolar de outras muitas cabeças, uma vez que, e de acordo com fontes do Na Mira junto do SIC, várias entidades e oficiais generais ainda estão sob investigação.
Nesta ordem de ideia, e sendo que Lussaty seja apenas um testa de ferro e a figura que mais chamou atenção pela ostentação exibida, a sociedade angolana quer saber quem, afinal, é o chefe do chefe do Major e quais são as suas posses.
No dia 24 do corrente mês, a Procuradoria-Geral da República anunciou a apreensão de 10 milhões de dólares, 700 mil euros e vários milhares de kwanzas em posse de oficiais militares da Casa de Segurança do Presidente da República, numa operação designada “Caranguejo”.
Um dos indivíduos arrolado neste processo é o chefe das finanças da banda musical do Presidente da República, major Pedro Lussaty, detido na semana passada na posse de várias malas carregadas de milhares de dólares e euros e outros artigos valiosos.











