A vice-presidente do MPLA, Luísa Damião, afirmou que o partido que governa Angola desde 1975 está a afinar a sua máquina partidária para recuperar os assentos perdidos na Assembleia Nacional nas duas últimas legislaturas, onde a UNITA conseguiu 51 deputados e a CASA-CE ascendeu de oito para 16 deputados. A pergunta que não se quer calar é a seguinte: Conseguirá o MPLA recuperar tais assentos?
Por: Patrícia da Silva
Luísa Damião, a número 2 dos ‘Camaradas’ fez estas declarações à imprensa, esta semana, na província planáltica do Huambo, onde se encontra a trabalhar nos municípios da região, para avaliar como é que anda a máquina partidária e orientar os militantes do MPLA, numa altura que o partido no poder vive um momento importante, o da preparação do próximo pleito eleitoral cujos resultados se adivinham bastante imprecisos.
Segundo apurou o Na Mira do Crime, o próximo pleito eleitoral se avizinha e, se prevê, ainda mais renhido com a entrada em cena de Adalberto da Costa Júnior, uma ‘autêntica’ pedra no sapato do MPLA e, também, a possível entrada em cena de Abel Chivukuvuku, naquela que será a primeira frente unida para colocar o MPLA na oposição, com o suporte do Bloco Democrático de Justino Pinto de Andrade, mesmo depois do Tribunal Constitucional ter chumbado definitivamente o projecto político PRA-JA Servir Angola.
A vice-presidente do MPLA tem a certeza que o partido que governa Angola tem responsabilidades de governação fortes e claras e, por esta razão, “temos a ideia de que fazemos parte de uma grande família que, unida, vai vencer os desafios do presente e do futuro”, ressaltou.
Depois de Luanda: “Termómetro” vai ao Huambo
Na ocasião, Luísa Damião anunciou o lançamento do programa “Termómetro”, um espaço ensaiado em Luanda e, que agora segue para o planalto central com o fito de manter um diálogo aberto com os militantes na recolha de contribuições junto da sociedade civil, com a abordagem de vários temas.
O secretário-geral do MPLA, Paulo Pombolo, por sua vez, sustentou a tese de Luísa Damião, segundo a qual “o MPLA quer entrar nas eleições de 2022 para vencer e recuperar os lugares de deputados na Assembleia Nacional perdidos nas eleições de 2017 a favor de outros partidos”.
Durante um encontro com os militantes de base, na sede do Comité Provincial do MPLA no Huambo, Paulo Pombolo, apontou, para tal, o trabalho que tem estado a ser desenvolvido a nível estruturas de base, por sinal, o núcleo principal do partido que prepararam a realização, nos próximos meses, das conferências do partido a nível intermédio e que vão culminar com a realização, em Dezembro deste ano, do VIII Congresso do MPLA.