Oficiais generais na reforma saem à rua para exigir pagamento de 130 milhões de kwanzas
A Associação dos oficiais generais, superiores, capitães e subalternos reformados, promete sair à rua no próximo mês de Julho, caso o Executivo angolano, liderado pelo Comandante-em-chefe João Manuel Gonçalves Lourenço, não pagar parte os 130 mil milhões de kwanzas, uma dívida que, segundo apurou o Na Mira do Crime, já dura 13 anos.
Por: Patrícia da Silva
A informar esta pretensão esteve o Presidente da referida associação, brigadeiro na reforma José Alberto Nelson Limuqueno, tendo na ocasião garantido que, pelo menos, cerca de mil e 650 membros da associação poderão sair às ruas, caso o governo continue em silêncio sobre a referida divida.
“Estamos há 13 anos atrás desta situação, mas o governo não dá solução alguma sobre o assunto. Por isso, se até ao final deste mês os nossos pagamentos não forem resolvidos, não nos resta outra alternativa senão sair à rua nos dias 17 e 18 de Julho”, prometeu.
Por outro lado o oficial superior na reforma, explicou os passos dados para resolução do problema, recordando o caso do Major Pedro Lussaty.
“Já sentamos a mesa com o Ministério da Defesa e Veteranos da Pátria, por sinal, um pelouro onde o actual Presidente da República passou antes de ser eleito para dirigir os destinos de Angola, para uma solução, e achamos que deviam nos pagar sete dos 13 meses de divida”, apontou, sublinhando que, para o bem do executivo, os outros seis meses podem sem esquecidos.
“É só vermos que um Major tinha em sua posse avultadas somas de dinheiro em casa, enquanto os oficiais na reforma vivem na miséria”, apontou o Brigadeiro atónito.
Entretanto, o brigadeiro José Alberto afirmou que o seu grupo não deveria ser abrangido no artigo 28º sobre o tempo de serviço activo nas Forças Armadas Angolanas (FAA), cujo teor sublinha serem necessários “30 anos para receber uma pensão completa e condigna”.
“Não podemos ser comparados com as FAA porque existimos desde 1974”, lembrou o oficial, garantindo que, caso a situação não for resolvida nos prazos estipulados, não haverá outra alternativa senão uma manifestação nos dia 17 e 18 de Julho.
“O problema não está na caixa social, nem tão pouco no ministério, mas no Executivo”, recordou.











