Língua afiada anima MPLA e UNITA em Benguela
O governador de Benguela e primeiro Secretário do MPLA, Luís Nunes, não gostou das condições em que se encontram os sectores da saúde e educação no interior da província e promete inverter o quadro o mais depressa possível. Adriano Sapiñala, Secretário Provincial da UNITA, franziu a testa, considerado que as obras anunciadas são eleitoralistas.
Por: Lito Dias
Luís Nunes precisou visitar o interior de Benguela para saber que o desenvolvimento que apregoa não está ao alcance das comunidades que esperam há quatro anos pela melhoria de condições de vida. Ou seja, há obras paradas desde 2017, propriamente antes das eleições, o que pressupõe arregaçar as mangas e executar projectos sociais e económicos, antes que as eleições cheguem. Aliás, prometeu diante dos seus militantes melhor a prestação do seu partido nas eleições do próximo ano.
"Temos de acabar as obras que estão paradas ao nível da saúde e educação", anunciou, justificando a medida de seguinte maneira: temos muitas crianças fora do sistema de ensino, outras a estudarem debaixo das árvores e sentarem por cima de paus e pedras.
O governante disse haver programa de construção de escolas com 15 e 20 salas de aulas e hospitais, em alguns municípios da província.
Sapiñala desvaloriza o discurso do governador
No entanto, Adriano Sapiñala, número um da UNITA, em Benguela, desvaloriza o discurso do governador, considerando que "os projectos do MPLA são meramente eleitoralistas".
"Não é confiável esse argumento do governador porque já se entende que a perspectiva é eleitoralista e não se cinge na busca de soluções para os problemas das populações", referiu, concluindo que se "a governação só se assenta na busca de soluções na base dos processos eleitorais, se calhar isso depois coloca o país na condição de ter eleições todos os anos para o MPLA se mexer".
No dizer de Sapiñala, o partido no poder não está interessado a governar para estruturar algum benefício para o país e para os angolanos. "Ele vai fazendo políticas governativas apenas para a manutenção do poder", disse.











