FNLA— Está em marcha o plano de destituição de Lucas Ngonda
Acusado pela maioria dos militantes de estar a afundar o partido, o Presidente da FNLA, Lucas Ngonda, pode ter dias contados, à frente do partido, se não abdicar da sua liderança, no próximo congresso.
Por: Lito Dias
A Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA) está de passos trigosos para evitar o que os seus militantes não desejam a sua extinção.
Com um presidente relutante, com fórmulas para para salvar o partido histórico, praticamente inexistentes, nada resta aos militantes senão imprimir uma nova dinâmica, mas daquelas astronómicas, para inverter o quadro.
O que incomoda nisso tudo é que, o seu presidente, o deputado Lucas Ngonda, considera haver um exagero quando se fala sobre a formação política que dirige, como não tendo mãos a medir para se safar de um eminente desaparecimento.
A não aceitação dessa possibilidade, como se tudo estivesse em perfeita sintonia, é seguida por manifestações dos militantes que o acusam de "perder a cabeça", já que, dizem, o que lhe interessa é perpectuar—se na liderança da FNLA, mas esquecendo—se do seu crescimento. "O pior momento do partido está a ser vivido com o irmão Lucas Ngonda na liderança", acusam.
O líder desse partido surpreendeu tudo e todos, dentro e fora da FNLA, pelo facto de aos 80 anos de idade, pretender voltar à ribalta para anunciar a sua recandidatura à presidência, contrariando a ideia de abandonar o cargo, definitivamente.
Com esta pretensão, Ngonda, isto dito por militantes, colocou o partido numa balbúrdia que apoquentou, também desta vez, os seus principais colaboradores.
Para resolver o embaraço criado pelo também sociólogo, foi criada uma comissão preparatória do próximo congresso, realizar—se ainda este ano, que para além de organizar o conclave, teria também a responsabilidade de "conciliar os irmãos desavindos", mas, nos últimos dias, o seu trabalho tem sido "sabotado" pelo líder.
Nos primeiros dias de Junho, a referida comissão preparatória foi impedida de entrar na sede do partido, onde pretendia manter um encontro previamente anunciado com o presidente. "Os irmãos que encontramos, logo à entrada, disseram—nos que tinham recebido orientações supeiores para impedir—nos", disse um dos integrantes.
Para esse cidadão que não aceitou ser identificado, pelo menos desta vez, existe um plano, "já não é secreto", tendente a evitar que, desta vez, Lucas Ngonda "ludibrie os militantes da FNLA, que clamam por reformas imedidatas nas suas estruturas, começando pela renovação da direcção". "Desta vez, a coisa é séria", assegurou.











