Adalberto Júnior convidado de honra: Bloco democrático realiza IV Convenção Ordinária
Sob o lema “Traçar caminhos pra renovar a esperança”, o Bloco Democrático (BD) deu início a IV Convenção Ordinária que vai eleger o sucessor de Justino Pinto de Andrade na Presidência deste partido político que faz parte da única coligação angolana, a CASA-CE. Adalberto Costa Júnior, foi um dos destaques, neste conclave dos democratas.
Por: Ivone Boa
Para o cadeirão máximo do Bloco Democrático, concorrem três candidatos, nomeadamente, Luís Nascimento, Américo Vaz e Filomeno Vieira Lopes, que durante muito tempo ocupou o cargo de secretário-geral deste partido político.
Em entrevista ao NA MIRA DO CRIME, Américo Vaz, que ocupa o terceiro lugar no boletim de voto disse que o Bloco Democrático precisa ser um partido que participa activamente na construção da democracia, “uma vez que queremos ser operadores da democracia. E, para isso, precisamos estar organizados”, vincou.
O economista Filomeno Vieira Lopes, o candidato n.º 2 que concorre ao pleito do Bloco Democrático e que pretende potencializar o partido visando o desenvolvimento e democratização do país, por sua vez, apontou o grande desafio de mudança de regime em Angola, garantindo que o Bloco poderá estar em todo país quando as autarquias forem efectivadas, sublinhando que para isso, “os partidos devem ter programas comuns”.
Entretanto, Adalberto Costa Júnior, Presidente da UNITA, o maior partido da oposição e que, nos últimos tempos, tem criado, ao lado do Bloco Democrático e do projecto político PRA-JÁ Servir Angola, do político Abel Chivukuvuku, uma aliança para colocar o MPLA na oposição foi um dos convidados de honra.
Ao tomar a palavra, Costa Júnior, que tem reclamado um tratamento menos digno da imprensa pública, disse que a convivência entre os partidos políticos é salutar.
“Lamentavelmente essa pluralidade não ocorre no seio do MPLA”, atirou.
O Bloco Democrático (BD) está registado no Tribunal Constitucional desde 20 de Outubro de 2010 e, nesta altura, faz parte do conjunto de forças políticas que integram a Convergência Ampla de Salvação de Angola - Coligação (CASA-CE).
As suas linhas programáticas estão baseadas na defesa da democracia e da justiça social, sendo seu objectivo principal “fazer de Angola uma potência económica de dimensão Atlântica para enriquecer os angolanos”.











