JLo ‘ilibado’ da lista de líderes "predadores da liberdade de imprensa"
O Presidente da República, João Lourenço, não consta da lista elaborada pela organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF) onde integram 37 líderes denominados de “predadores da liberdade de imprensa, cuja lista, pelo menos, oito líderes africanos foram apanhados ‘com a boca na botija’.
Por: Marlita Domingos
Segundo apurou o NA MIRA DO CRIME, no continente africano, são apontados os presidentes do Egipto, Abdel Fattah Al-Sissi, do Djibuti, Ismaïl Omar Guelleh, da Eritreia, Issaias Afwerki, dos Camarões, Paul Biya, do Rwanda Paul Kagame, do Sudão do Sul, Salva Kiir, da Guiné-Equatorial, Teodoro Obiang, e do Uganda, Yoweri Museveni, sendo que, o Presidente angolano, João Lourenço, não consta desta lista, embora Angola continua a registar alguma redução da liberdade de imprensa, com o encerramento de alguns canais de televisão, que levaram ao desemprego mais de 700 profissionais e ainda a passagem, para a esfera pública, de outros órgãos privados de comunicação social.
Tradicionais líderes comunistas não saíram ilesos
Da lista fazem parte também os presidentes da Rússia, Vladimir Putin, da China, XI Jinping, da Turquia, Recep Tayip Erdogan, e o primeiro-ministro da Hungria, Victor Orban, o primeiro mandatário europeu a integrar o grupo que é elaborado desde 2016 por aquela organização de defesa da liberdade de imprensa.
Na América Latina, além de Jair Bolsonaro, estão também os presidentes de Cuba, Miguel Díaz-Canel, da Nicarágua, Daniel Ortega, e da Venezuela, Nicolás Maduro.
“Cada um desses predadores tem seu próprio estilo. Alguns impõem um reino de terror emitindo ordens irracionais e paranoicas. Outros adoptam uma estratégia cuidadosamente construída com base em leis draconianas”, escreve o secretário-geral da RSF, para quem “um grande desafio agora é esses predadores pagarem o preço mais alto possível pelo seu comportamento opressor”.
Christophe Deloire acrescenta que “não devemos permitir que os seus métodos se tornem o novo normal”.
O documento divulgado no fim-de-semana e actualizado nesta segunda-feira, 5, tem novas caras, em relação ao ano passado.
“O mais notável dos novos participantes da lista é, sem dúvida, o príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman, de 35 anos, que é o centro de todo o poder e chefia uma monarquia que não tolera a liberdade de imprensa”, dizem os Repórteres Sem Fronteira, lembrando que “os seus métodos repressivos incluem espionagem e ameaças que às vezes resultam em sequestro, tortura e outros actos impensáveis”.
“O horrível assassinato de Jamal Khashoggi expôs um método predatório que é simplesmente bárbaro”, lembra a nota.
Novos métodos...
Há também “predadores de natureza muito diferente, como o Presidente brasileiro Jair Bolsonaro, cuja retórica agressiva e rude sobre a mídia atingiu novos patamares desde o início da pandemia”.
A actuação dele inclui insultos, humilhações, principalmente de jornalistas mulheres, "ameaças vulgares" e “retórica belicista e desbocada”, segundo os RSF.
A organização diz também haver “mulheres predadoras”.
Carrie Lam, presidente da Região Administrativa Especial de Hong-Kong, que “ainda era democrática quando assumiu” o cargo, é assinalada pelos Repórteres Sem Fronteira (RSF) como “um fantoche do Presidente chinês Xi Jinping e agora apoia abertamente as suas políticas predatórias em relação à mídia”.
A outra mulher é Sheikh Hasina, primeira-ministra do Bangladesh.











