Sílvia Lutucuta e Franco Mufinda: Os trunfos da governação de JLo
Que o MPLA não poderá cumprir as promessas eleitorais feitas em 2017 isso não é novidade alguma para os angolanos. Aliás, Paulo Pombolo, atirou a toalha ao tapete a confirmar isso mesmo. Entretanto, na equipa governativa de João Lourenço, há ainda aqueles governantes que se destacam da maioria, sendo que, Sílvia Lutucuta e o seu ‘primo’ Franco Mufinda – conforme os angolanos resolveram chamar essa dupla da saúde e, a jovem Mara Daves, levam um cartão verde pelo BOM trabalho desempenhado e que continuam a despenhar, cada qual na sua área, cujos resultados não deixaram o sistema sanitário angolano entrar em colapso por causa da pandemia da Covid-19. É obra!!!
Por: Marlita Domingos
Numa altura que o ‘caso Lussaty’ arrasa a Casa da Presidência da República com vítimas ainda infindáveis, eis que no pelouro do Presidente João Lourenço nem tudo é joio.
Há aqueles que se destacam pelo trabalho e mérito que deve, nesses dias em que a campanha eleitoral antecipada vai ao rubro, com acusações de aliciamento, compra de carácter e outros polvilham a politica intramuros, há aqueles que, com um toque subtil – quase como mágica – deixaram as suas impressões digitais no primeiro mandato de governação de um ano suigeneris.
Segundo alguns analistas angolanos, o primeiro ano do mandato do sucessor de José Eduardo dos Santos (JES) – aliás, é incontornável tocar no nome de JES quando se trata da governação de Angola – pelo simples facto de João Lourenço ter abraçado um ‘cavalo de batalha’ cujo desempenho já se adivinhava – quase – inglório.
Ainda assim, ‘mimoso’ e teimoso como é – a teimosia vem do xadrez – JLo, como ficou apelidado, não regateou e continuou na sua busca pela satisfação dos angolanos.
Os bons da fita
A ministra da Saúde, Silvia Lutucuta e – tal como dissemos acima – o seu ‘primo’ Franco Mufinda surgem nesse mandato que, convenhamos, está prestes a terminar com um cartão amarelo para a equipa de JLo, como a cereja no topo do bolo.
Pois, em tudo que foi mau nesse mandato, desde a ‘fuga’ de JES para o exterior em função da doença que o apoquenta há anos, ainda no tempo que mandava tudo e todos e, agora o caso Lussaty a dar coceira nas ‘barbas’ do novo PR acabaram por brilhar e deixar os angolanos sem tantos motivos de preocupação.
Preocupação na medida em que os angolanos já vivem doentes pela falta de água, - energia melhorou ‘um pouco muito’ -, estradas asfaltadas, falta de comida e tudo aquilo que é básico para um angolano viver bem na sua própria terra, sem ter de roubar, comer o capim dos outros e outras acções menos dignas.
Silvia Lutucuta e o seu irmão, já que primo em Angola é (mesmo) irmão, levaram o barco da saúde à um porto onde hoje temos boas referências, sem esquecer o comprometimento do próprio ‘tio’ deles que, além do combate à corrupção abraçou a saúde como sector chave para dar o litro.
Se Angola não entrou em colapso por causa da covid-19, numa altura que países mais bem desenvolvidos e com um sistema de saúde bastante eficaz ‘morreram na pria’, foi graças a pronta intervenção, aconselhamento dessa equipa de angolanos – de gema – comprometidos com a causa angolana cuja maior preocupação passa pela boa saúde de todos.
Finanças faltam brilhar mais...
O desemprego é o calcanhar de Aquiles que João Lourenço não se vai livrar tão cedo. Pois, além das envolventes da pandemia, outras situações sobejamente conhecidas pelos angolanos, levaram a que Angola descambasse nesse mar de desempregados, cujos números, já chegaram aos prometidos durante a campanha eleitoral.
Ainda assim, a descoberta de ‘falcatruas’ que levaram ao despoletar de casos que se tornaram bicudos que resultaram em perigo para a vida dessa jovem ministra levam a que os angolanos tenham confiança nas peças – de xadrez ou não – lançadas para uma Angola profícua.
Entretanto, tal como toda semente lançada, o importante é esperar o resultado, não obstante, muitas vezes, não ser o ideal para quem assiste o jogo nas bancadas da vida real onde a luta contra a corrupção não está a encher as barrigas e, pior ainda, onde combater à fome e a pobreza está a ser vivido diariamente nos contentores e aterros sanitários desta Angola a fora por muitas famílias empobrecidas pelo desemprego causado por algumas políticas fracassadas.











