PRS a um passo da extinção
Enquanto as outras forças políticas vão mexendo alguma palha no xadrez angolano, o Partido de Renovação Social (PRS ) limita—se a intervenções na Assembleia Nacional, protagonismo insuficiente para manter a chama acesa no próximo desafio eleitoral
Por: Lito Dias
Mesmo com dois deputados, no parlamento, o PRS que já foi a terceira força política no país, ainda ressente da perda dos seus militantes de proa, como são os casos de João Baptista Nganajina, Tito Tchimona, Joaquim Nafoya e Sapalo António, este último que apenas cancelou a militância.
O seu presidente, Benedito Daniel, é praticamente o único que sobressai apenas na Assembleia Nacional, único espaço onde aparece, sendo que nas comunidades o PRS procura—se.
Outro quadro, que ao nível do interior do país vai dando sinais de vida é o Doutor Salembe, Secretário Provincial dos Renovadores, no Huambo.
O deputado Benedito Daniel, entretanto, não concorda que o seu partido esteja a regredir, assegurando que mantém as suas estruturas firmes e actuantes, apesar das condição impostas pela Covid—19.
Na prática, nem mesmo na região leste tida como seu bastião, o PRS aparece; até mesmo o número de bandeiras diminuiu nas aldeias.
Hoje, eleger o leste de Angola como bastião dos Renovadores afigura—se remoto, já nem mesmo pequenas actividades são realizadas.
Com as eleições marcadas para o próximo ano, que analistas esperam muito disputadas, apenas dois grandes partidos (MPLA e UNITA) têm resistido aos entraves impostos pela Covid—19, com a realização de actividades dignas de realce.











