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Magistrados do Ministério Público manifestam-se hoje em todo o país 

Magistrados do Ministério Público manifestam-se hoje em todo o país 


A Direcção do Sindicato Nacional dos Magistrados do Ministério Público, convocou para este sábado, 31, uma marcha, em todo país, para reclamar as condições  sócio—profissional dos seus associados.

Por: Lito Dias  

Falando em conferência de imprensa, esta sexta-feira, 30, o representante do Sincato, José Buanga confirmou que o protesto contra as péssimas condições laborais dos Magistrados realiza-se um pouco por todo o país, a partir  9 horas deste sábado, sendo que em Luanda, a concentração será nas imediações do  Palácio Dona Ana Joaquina  e nas demais províncias será nas imediações dos edifícios dos Tribunais de comarca.

"Dada a exiguidade do espaço e as medidas restritivas por conta do combate a COVID-19, não poderão estar todos, mas estaremos abertos para quem poder estar e mostrar a força e unidade em prol  da nossa causa", acautelou, tendo apelado a todos filiados a se fazerem presentes em massa, trajados de roupa preta (T-Shirt's e calças jeans) para "mostrarmos a sociedade a indignação da classe pelo actual quadro".

Os Magistrados do Ministério Público afirmam estar na linha da frente no combate a corrupção, mas continuam a ser o "parente pobre do Estado e fragilizados".
"O combate à corrupção dos gestores públicos  é nossa tarefa, porém, fazêmo-lo sem quaisquer condições", lê—se na nota a que o NA MIRA DO CRIME teve acesso, em que eles dizem  também não serem heróis na defesa do Estado. "Precisamos de condições para trabalhar tal como tem o poder executivo e legislativo", defendem.

Os sindicalistas dizem ainda que uma justiça mendiga fragiliza a  democracia. Consideram que não há independência dos tribunais sem autonomia administrativa e financeira "efectiva".

Outra questão evocada prende—se com os baixos salários, o que leva os magistrados do Ministério Público andarem de 'kupapatas', quando "o corrupto anda de lexus".
Ainda assim, revelam, muitos magistrados são obrigados a pegarem no seu dinheiro para comprar papel e tinteiros.

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