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Corrida eleitoral: CASA-CE envia 'ponta de lanças' na diáspora

Corrida eleitoral: CASA-CE envia 'ponta de lanças' na diáspora


Numa altura que os maiores partidos políticos procuram formas e meios para reforçarem as suas bases olhado para o pleito que se avizinha, a coligação de partidos políticos CASA-CE não está indiferente as movimentações dos seus principais concorrentes. Neste âmbito e, antevendo já as eleições no exterior, situação facilitada com a revisão constitucional, empossou novos representantes na diáspora, com maior realce para o Coordenador Geral da CASA na Europa.

Por: Marlita Domingos

O acto que decorreu esta quinta-feira, 05, na sua sede em Luanda, demonstra que a CASA-CE, tal como avançou recentemente o seu Presidente Manuel Fernandes, não quer ser apenas um mero concorrente nas eleições de 2022, onde pretende ter um resultado folgado, com a pretensão de vencer as eleições.

Se os seus concorrentes mais directos andam em actividades – consideradas pré campanha eleitoral – com o MPLA a descer as bases para com elas subir e a UNITA a aliar-se ao Bloco Democrático e ao projecto político de Abel Chivukuvuku numa Frente Patriótica que, diga-se em abono da verdade, tem estado a tirar o sono dos ‘camaradas’, o Colégio Presidencial da Convenção Ampla de Salvação de Angola (CASA-CE), pretende dar uma lufada de ar fresco e galvanizar os seus militantes ao voto em massa com a nomeação dos novos representantes da CASA-CE na diáspora.

Até aqui descartadas de todos os actos eleitorais, as comunidades angolanas no exterior já poderão votar, em função das alterações constitucionais que o Presidente João Lourenço propós à Assembleia Nacional e que, foram bem acolhidas pelos partidos políticos com assento parlamentar.

‘CASA’ se (espalha) na Europa, Confederação Helvética e países Bálticos

Com vista a dar resposta a nova abertura dada pela Constituição da República, no próximo pleito eleitoral que, convenhamos, será bastante renhido, com o MPLA e a UNITA a tentarem puxar todo protagonismo para si, enquanto os outros partidos poderão ‘ver fumo’ em 2022, a CASA-CE vê na diaspora a oportunidade-chave para continuar a ser uma das primeiras forças políticas.

Neste sentido, empossou Sebastião Kupessla para o cargo de Coordenador Geral da CASA-CE no continente Europeu.

Kupessala, com a palavra de ordem: “trabalhar, trabalhar e trablhar”, bastante emocionado, garantiu estar preparado para elevar o nome da única coligação de partidos políticos angolanos em toda Europa, pelo menos, ali onde não têm representantes empossados, já que alguns países europeus ganharam também representantes.

"É mais um desafio que me foi confiado e, como sempre, vamos fazer o que bem sabemos: trabalhar, trabalhar e trabalhar por uma Angola melhor".

Manuel Fernando, Presidente da CASA-CE enalteceu o empenho dos membros da terceira força política angolana e mostrou-se confiante na vitória da sua força política, algo que marcará um ponto de viragem para história política de Angola.

“Será o fim da era do partido que governa o País há mais de 40 anos e o marco da alternância política em Angola”, sustentou.

Entretanto, neste acto, foram ainda empossados Isodoro de Almeida, que vai responder pela CASA na Espanha, Sebastião Lulendo, na confederação Helvética, Itália e Áustria, Paulo Martins em Portugal, Jonas Simone no Reino Unido e Irlanda, Aime Mvemba na Alemanha e Hamilton Amon na Escandinávia e nos países Bálticos.

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