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Kwanza Norte: Secretário da UNITA denuncia intolerância política

Kwanza Norte: Secretário da UNITA denuncia intolerância política


Mesmo não estando propriamente em fase de pré-campanha eleitoral as acções dos principais partidos políticos já vão ao rubro. Tal como acontece sempre em época eleitoral, muitos partidos optam pelo adagio segundo o qual em política vale tudo, chegando a cometer actos que em nada abonam a corrida eleitoral, como a intolerância política que já foram registadas em várias províncias do País, com maior realce para o sul, mas que agora, é vivenciada e denunciada por Francisco Fernando Falua, secretário provincial da UNITA no Kwanza Norte.

Por: Patrícia da Silva

Depois do Huambo, onde Joana Lina, antes da sua queda aparatosa do cargo de governadora e secretária provincial do MPLA era acusada não só pela UNITA, mas também pelo PRS de protagonizar e incentivar actos de intolerância política contra os seus opositores políticos, na província do Kwanza Norte, o secretário provincial da UNITA aponta o dedo acusador ao governador Adriano Mendes de Carvalho de ser o responsável da miséria acentuada que aquela província a norte de Angola vive, apesar da riqueza em recursos hídricos.

Triste e preocupado com a actual situação da província do Kwanza Norte, Francisco Fernando Falua garantiu que os problemas da província estão devidamente identificados, mas lamenta o facto da UNITA não poder participar da resolução dos mesmos porque Adriano Mendes de Carvalho, nas vestes de secretário do MPLA não permite, mesmo quando a situação carece que ele se posicione como governador e não como político.

"Recordo que aquando das festividades da JURA, fomos impedidos de fazer doação de sangue num dos hospitais públicos da província, mesmo sabendo da carência deste bem precioso e que poderíamos salvar mais vidas de angolanos", lamentou.

De denúncias não é tudo: o secretário da UNITA sublinha mesmo que o MPLA não tem o cidadão como prioridade facto que é visivelmente vislumbrado nas políticas traçadas e no estado de miséria em que se encontra a maior parte das províncias angolanas, principalmente Benguela e Luanda onde as pessoas andam na rua, nos contentores de lixo e no aterro sanitário a recolher comida do lixo como se fossem malucos.

“O partido que sustenta o poder se tivesse o cidadão na prioridade da sua agenda de trabalho, iria cooperar com outras forças políticas para juntos resolverem o problema do povo, mas na prática acontece exactamente o contrário, situação que agrava mais o sofrimento do povo, que clama todos os dias por mudança dada a pobreza extrema que se vive”, apontou, sublinhando que a UNITA será a solução para os angolanos.

Miséria e VIH: MPLA não consegue resolver os problemas do povo

Entre os vários problemas que a província do Kwanza Norte, Fernando Falua aponta a miséria e a elevada taxa de prevalência do VIH / Sida como alguns que o governo do MPLA tem dificuldades em erradicar.

“A miséria passou a ser uma das características do povo do Kwanza Norte, sem esquecer a elevada taxa de VIH que aumenta a taxa de mortalidade e tantas outras situações que reflectem a péssima governação dos gestores públicos locais. Não temos dúvidas que o MPLA chegou ao seu nível de saturação por isso, estamos convictos que o MPLA não terá chances aqui no Kwanza Norte”, apontou, sublinhando que a razão para tal premonição é muito simples.

“O MPLA nunca teve o povo no centro das suas atenções e, felizmente, o povo acordou e certamente que não terá outra oportunidade para governar, pois, em mais de 40 anos de governação só mostrou incompetência", sustentou, realçando o facto da província do Kwanza Norte não obstante ser uma das que faz quase fronteira com a cidade capital é uma das mais descriminadas no que diz respeito às políticas públicas, factor que a faz andar em sentido contrário ao desenvolvimento.

“E isso nota-se no dia a dia e afecta directamente a vida do pacato cidadão do Kwanza Norte. A nossa província carece de tudo e mais alguma coisa, desde a questão da mobilidade, pobreza extrema, a empregabilidade”, apontou, para em gesto de conclusão, acrescentar que a prostituição é outro mal que veio tirar o prestigio daquela província, mas tal, deve-se a acentuada pobreza porque passam muitas famílias Kwanza nortenhas que não lhes resta outra opção senão enveredar por esta prática para resolver os problemas sociais básicos como a falta de alimentação.

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