Famílias inteiras podem morrer de fome no sul de Angola
Apesar dos gestos de solidariedade com as vítimas da seca no sul do país, a fome e doenças continuam a ameaçar milhares de famílias que vêem as suas vidas por um fio.
Por: Lito Dias
Namibe, Huíla e Cunene são as províncias afectadas pelo fenómeno da seca acarretando consigo todas as consequências. Aí já não se fala tanto da morte do gado, já que o que está a preocupar é a perda de vidas humanas.
Nos últimos dias, o epicentro da fome, no Namibe, é o município da Bibala, onde centenas de famílias dificilmente conseguem uma refeição ao dia.
A alternativa tem sido frutos silvestres que, nessa época, também escasseiam. As raízes e gafanhotos são alternativa "assassina", já que alguns organismos, principalmente de crianças, são alérgicos a determinados insectos.
Este portal recebeu um alerta de um dos moradores da Bibala que revelou haver casos de famílias que já não conseguem se locomover; dependem da ajuda de outras pessoas, também já debilitadas.
Na localidade de Jaú, na província da Huíla, o cenário é igualmente desolador; já se fala de morte, por fome e doença, de três membros da mesma família.
Segundo a nossa fonte, as autoridades administrativas já sabem da ocorrência. "A ajuda que se precisa deve ser direccionada não só para os sobreviventes daquela família que perdeu os seus ente-queridos, mas também para outras que estão na mesma situação de extrema vulnerabilidade", recomendou um ancião contactado por telefone.
Ele sugere que a ajuda às zonas afectadas pela seca devia ser contínua, "porque às pessoas precisam de se alimentar todos os dias, mas estão limitadas colocando a sua sobrevivência em risco.











