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Política no feminino ‘entrega’ ‘bajú’ e ‘revú’ para governação de JLo

Política no feminino ‘entrega’ ‘bajú’ e ‘revú’ para governação de JLo


O Presidente da República, João Lourenço, nomeou esta semana Dalva Maurícia Calombo Ringote Allen, para o cargo de secretária de Estado para a Economia e empossou a jornalista Suzana Mendes para o Conselho da República.

Por: Marlita Domingos

As duas senhoras, tidas como bajú (Dalva Ringote) e revú (Suzana Mendes) faziam as delícias do público amante do programa Política no Feminino da Relevisão pública de Angola, onde as análises sobre a situação do País real eram vistas em dois prismas.

Para Dalva Maurícia Calombo Ringote Allen, o país vai bem e recomenda-se, sendo que, até para o tema da nomeação da Juíza Conselheira do Tribunal Constitucional, Laurinda Jacinto Prazeres Monteiro Cardoso, para o cargo de Juíza Presidente do Conselho referido tribunal, que dividiu as opiniões dos angolanos, a nova secretária de Estado para a Economia disse que se estava a fazer uma tempestade em copo d’água na medida em que até mulheres viam com maus olhos a nomeação de uma mulher para um cargo de grande relevo.

A jornalista Suzana Mendes, nomeada também esta semana e empossada ao cargo de membro do conselho da República, que no programa tem tido uma postura bastante crítica e mais  realista do País, posicionando-se mais como uma quase ‘revú’, entra para as contas da governação de João Lourenço por mérito próprio, tendo sido durante muitos anos, a unica mulher a dirigir um jornal privado em Angola, antes do MPLA ter comprado o seu jornal Angolense para depois ser encerrado em 2010.

Entretanto, a nomeação de ambas as senhoras, estão a gerar bastantes reações, sendo que, uns apontam a bajulação de Dalva Ringote como uma das armas que lhe catapultaram ao cargo que agora ocupa.

COMPETÊNCIA OU BAJULAÇÃO

De acordo com Celso Malavoloneke, na sua página do Facebook, alguns "líderes de opinião" estão a dizer que Dalva Ringote foi nomeada Secretária de Estado da Economia "como prémio porque estava alinhada com o discurso oficial".

Na sua opinião, esses mesmos vão dizendo que ela tem sólidos conhecimentos da sua área de Saber...

“Não acredito que estes "opinion makers" desconheçam que qualquer líder político ao montar a sua equipa busca pessoas alinhadas consigo. Essas mesmas não se surpreenderiam se ACJ escolhesse Adriano Abel Sapiñala, por exemplo para seu coadjutor numa função qualquer. Mas carregam o cenho quando JLo o faz. O tragicómico destas "análises" é que nada dizem em relação ao facto de o mesmo JLo ter nomeado Suzana Mendes, manifestamente crítica (corrijo, quando falam dizem que foi nomeada para a silenciar)”, apontou.

Para o também Sociólogo da Comunicação o problema, é que os defensores da liberdade de expressão da “nossa praça” têm imensa dificuldade em aceitar e respeitar o pensamento diferente do seu.

“É o caso da Dalva; não concordam com ela, logo atacam-na pessoalmente: é bajuladora. E como esse populismo rende-lhes "likes" que afagam o ego, lá vão os nossos Sancho Panças investindo alegremente contra moinhos de vento, sem dar conta do ridículo que carregam...”

A jornalista Luísa Rogério, por sua vez, disse que era suspeita para falar de Suzana Mendes.

“Ela é o exemplo de profissionalismo, responsabilidade e compromisso social. Tem atitude. É, entre mulheres e homens, uma JORNALISTA em caixa alta. Dignifica a profissão. Antes dos 30 anos já tinha sido Directora de um jornal, o extinto Angolense. Daí para diante foi só brilhar”, escreveu.

Vê-la a tomar posse como membro do Conselho da República, acrescentou, fê-la acreditar em coisas boas, uma sensação raríssima nos últimos tempos.

“A Suzana representa muita gente: mulheres, jovens e milhões de pessoas sem voz. Ela me representa. Obrigada Suzana por nos representares tão bem. Ela saberás falar e dar conselhos no tom certo. A nossa voz chegará lá”, apontoum antes mesmo de deixar os parabéns para a nova conselheira do Presidente da República.

Por sua vez, a jornalista e jurista Amor de Fátima disse que se esse país não mudar para melhor a culpa não é dos conselheiros.

“Há pessoas que não ouvem mesmo ninguém... O Conselho da República tem cérebros que precisam de ser usados e abusados... são nossos... filhos amados desta terra! Poupar um Fernando Pacheco e um Ismael Mateus é crime!”, apontou, esperando que o Presidente da República aproveite ao máximo a opinião dos seus conselheiros para “melhorar o que já está bem e corrigir o que anda mal”.

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