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UNITA perde mais um militante de proa para a Covid-19

UNITA perde mais um militante de proa para a Covid-19


A UNITA voltou a perder um militante seu. Desta vez, faleceu Rui Manuel Marinheiro de Oliveira, que aderiu à causa da UNITA em 1979, e que perdeu a vida em Lisboa-Portugal, no dia 1 de Setembro de 2021, vítima de Covid-19.

Por: Marlita Domingos

Natural do Lobito, Província de Benguela, Rui Manuel Marinheiro de Oliveira, nasceu aos 22 de Novembro de 1947, filho de Aníbal António de Oliveira, já falecido, e Alda Raquel Monteiro Marinheiro de Oliveira.

De acordom o Secretariado Executivo do Comité Permanente da Comissão Política da UNITA, por circunstâncias do contexto que se vivia, em Angola, nos anos 70 e início dos anos 80, Rui Oliveira abandonou Angola e fixou-se em Portugal.

“Tendo escolhido, posteriormente, residir no Brasil, por iniciativa própria e em coordenação com a Representação da UNITA em Portugal, desenvolveu uma intensa actividade de informação, junto de vários sectores brasileiros, sobre a situação política em Angola e a luta da UNITA pela democracia. Por esta entrega, à causa da democracia, a Direcção nomeou-o Delegado da UNITA no norte do Brasil”, avança o elogio fúnebre do partido do ‘Galo Negro’ enviado ao NA MIRA DO CRIME.

Rui Oliveira ingressou nos quadros da Representação da UNITA em 1990, onde exerceu várias funções, entre as quais a de responsável pelas Relações Públicas.

No quadro da implementação dos Acordos de Bicesse foi transferido à Luanda, em Setembro 1991, onde ocupou vários cargos.

Foi privado da sua liberdade como consequência do conflito pòs-eleitoral de 1992. Reganhada a liberdade, Rui Oliveira regressou à Lisboa, em 1993, onde teve memoráveis intervenções, nos órgãos de Comunicação Social, mandatado pela Representação da UNITA em Portugal.

Com o fim do Conflito armado em 2002, Rui Oliveira voltou à Luanda e, pela sua fidelidade, colaborou com o Partido voluntariamente e em todos os registos para os quais lhe fora solicitada a colaboração.

Numa altura que se abrem as portas para que os angolanos na diáspora possam exercer o seu direito de voto, a UNITA vê-se, mais uma vez, privada de contar com essa peça fundamental para o pleito que se avizinha, tal como não poderá contar mais com outros militantes e dirigentes de proa do partido dos ‘maninhos’ que pereceram no decurso deste ano, alguns deles, vítimas da Covid-19, entre eles, o Director da Rádio Despertar Emanuel Malaquias e outros que pereceram por conta de outras patologias, como o Deputado Raúl Danda, enterrado em Cabinda, sua terra natal.

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