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UNITA pede intervenção do Sindicato dos Jornalistas na contenda com TPA e Zimbo

UNITA pede intervenção do Sindicato dos Jornalistas na contenda com TPA e Zimbo


 O Secretariado Executivo do Comité Permanente da Comissão Política da UNITA, pede que o Sindicato dos Jornalistas intervenha no caso que opõe o partido à TPA e TV Zimbo, à luz das agressões a jornalistas durante a marcha da oposição, realizada no dia 11 do corrente.

Por: Lito Dias

Em comunicado enviado ao NA MIRA DO CRIME esta está terça-feira, 14, o órgão colegial da UNITA diz que sempre considerou o Sindicato dos Jornalistas como uma entidade equilibrada. Por isso, apela a esta importante instituição a tudo fazer para que "possamos melhorar a qualidade dos conteúdos do serviço público, numa altura em que o país se encontra em pré-campanha eleitoral".

O maior partido na oposição diz que após uma análise fria e ponderada de todas as envolventes e consequências da marcha do dia 11, reconhece e enaltece a conduta "republicana o profissionalismo e o patriotismo do contingente do Comando Provincial da Polícia Nacional, de Luanda, que acompanhou e assegurou a marcha".

No seu comunicado, o Secretariado Executivo do Comité Permanente da Comissão Política augura que essa postura faça escola na Corporação e reitera o seu compromisso de cooperar para a manutenção da segurança e da ordem publicas para a consolidação do Estado de Direito e Democrático.

Por outro lado, reitera, aos Jornalistas, o pronunciamento do Presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior, no acto de massas e em declarações aos múltiplos órgãos de comunicação social presentes, onde prontamente condenou as acções dos jovens que impediram as reportagens dos correspondentes das televisões públicas e apelou ao “respeito às leis e ao trabalho dos profissionais de comunicação social”, que “cobrem os actos, levam as imagens” e “não são os culpados pelo facto dessas imagens não serem depois transmitidas”.

Sobre a alegada agressão dos jornalistas, o partido do Galo Negro esclarece às Direções da TV ZIMBO e da TPA, que estes dois órgãos estatais de comunicação social "não são, de facto, seus concorrentes, por natureza e objecto, à luz da Constituição da República e da lei. Todavia, a UNITA convida a tutela (o Governo) e os gestores destes órgãos a reflectirem sobre a sua reiterada prática panfletista e exclusivista contra a UNITA e o seu líder".

No entender desse partido, as notas públicas só vieram confirmar e oficializar a reiterada censura e a confissão do desrespeito e da grave violação às leis e à deontologia que demonstram ignorar".

"A legítima defesa dos colaboradores, não pode resvalar no argumento de não mandar-lhes cobrir futuros eventos organizados pela UNITA. A defesa e a credibilidade, diante da sociedade angolana, do mundo e, sobretudo, perante os valores que emolduram o Estado Democrático e de Direito, reside na prática rigorosa que postula: a pluralidade, a igualdade e o direito ao contraditório", lê-se no comunicado.

Para mais, acrescenta, sobre o veto à UNITA, não é da competência dos administradores da TPA determinar quem pode passar ou não na Televisão Pública de Angola; a UNITA, confiante e engajada na construção do futuro democrático de Angola continuará a pugnar pelo diálogo, a bem do interesse público.

Sindicato pede "diálogo" para ultrapassar a decisão

O Sindicato dos Jornalistas Angolanos (SJA) apelou esta terça-feira, 14, ao diálogo para tentar ultrapassar a decisão dos canais públicos de televisão de suspenderem a cobertura de atividades da UNITA, por queixas de intimidação por parte de apoiantes do partido da oposição.

Em nota assinada pelo secretário-geral, Teixeira Cândido, o SJA pediu aos jornalistas que se abstenham de participar em disputas políticas, na sequência da decisão dos canais estatais Televisão Pública de Angola (TPA) e TV Zimbo de suspenderem as atividades da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA) na sequência de atos de intimidação que visaram os seus jornalistas durante uma manifestação, sábado, convocada pelo partido.

O SJA refere que o contexto político, a um ano das eleições gerais em 2022, exige “serenidade” e assinala que o presidente da UNITA, Adalberto da Costa Júnior, repudiou no mesmo dia as ameaças e obstrução à atividade dos jornalistas daqueles canais.

Para o sindicato, é necessário que “manter a paz social e o estado democrático e de direito”, apelando por isso às direções da TPA e da TV Zimbo que usem o diálogo como o “caminho mais sensato para salvaguarda de todos os interesses em jogo”.

Por outro lado, o sindicato “reitera o apelo aos jornalistas para que se abstenham de participar nas disputas políticas sob pena de subverterem o papel de neutralidade que lhes cabe nestas e em todas as circunstâncias”.

A decisão da TPA e da TV Zimbo foi anunciada na segunda-feira, no horário nobre das duas estações televisivas estatais, com os respetivos pivôs a anunciarem a decisão das administrações dos dois órgãos de abandonarem a cobertura das atividades promovidas pela UNITA, não entrevistar os seus dirigentes nem outros responsáveis ou militantes e exigindo a retratação e desculpas públicas da direção do partido.

No sábado, durante uma marcha convocada pela União Nacional para Independência Total de Angola (UNITA), que juntou em Luanda milhares de militantes, simpatizantes e apoiantes desta e de outras forças políticas, bem como membros da sociedade civil, em prol de eleições justas e livres, os jornalistas dos canais públicos foram alvo de intimidação e ameaças.

A atitude foi condenada pelo presidente do Sindicato dos Jornalistas Angolanos (SJA), Teixeira Cândido, que a qualificou como sendo “uma obstrução ao exercício de liberdade de imprensa que é um direito fundamental que todas as entidades públicas e privadas devem respeitar”.

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