Direcção da CASA-CE dividida quanto ao ingresso na Frente Patriótica Unida
As últimas declarações do Presidente da CASA-CE, Manuel Fernandes e do líder do seu Grupo Parlamentar, Alexandre Sebastião André, elucidam ausência de sintonia entre ambos, no entendimento de várias matérias de interesse nacional. Até têm posições diferentes sobre a sua relação com a Frente Patriótica Unida da oposição.
Por: Lito Dias
Nos dias que correm, o ambiente político está agitado ao ponto de matérias eleitorais suscitarem maior interesse, não só de políticos, mas também da sociedade, no geral.
Daí a necessidade de os actores terem ideias claras para não confundirem o eleitorado. Até pode ser benéfico ou prejudicial para quem queira concorrer, uma vez que se abra ou se feche ao público.
Nos últimos dias, a liderança da Coligação CASA-CE, contra todas expectativas, mostrou que não alinhavou ou tem muito que fazer para alinhavar a sua estratégia eleitoral.
O caso mais prático dessa conclusão prende-se com o facto de o seu líder Manuel Fernandes ter um discurso mais ou menos hostil ao surgimento da Frente Patriótica Unida para a Alternância em Angola.
Há dois meses, para além de, peremptoriamente, ter referido que tal projecto não teria pernas para andar, asseverou que a coligação que dirige nem tinha sido contactada, nem tinha intenção de abraçar tal iniciativa de Adalberto Costa Júnior, Justino Pinto de Andrade e Abel Chivukuvuku.
Para os apologistas da Frente, suspeitaram mesmo que talvez Fernandes tivesse intenções de fazer alianças com o MPLA, facto desmentido em recente entrevista do político aos órgãos de comunicação social.
Noutro polo está Alexandre Sebastião André, líder da bancada parlamentar que, com cautela, não encorajou os seus percussores a avançarem com a Frente.
Falando em conferência de imprensa conjunta da oposição Parlamentar, realizada no âmbito da rejeição da Lei que altera a Lei Orgânica Orgânica das Eleições, ASA, como é também chamado, disse ser um projecto novo e à medida que for crescer e criar as suas balizas, a CASA-CE deverá posicionar-se a favor ou contra o referido projecto.
"É cedo falarmos se a coligação CASA-CE vai ou não fazer parte da Frente, mas tempos acompanhado com algum interesse todo dosseir desse projecto", sublinhou.
Dito isto, é notória a dissonância entre essas duas figuras proeminentes da terceira força política em Angola com responsabilidades para uniformizar a linguagem.
Não é que aceitem o projecto ou rejeitem, mas que se uniformize a linguagem que reflicta a posição da coligação, no seu todo, e sirva de linha orientadora dos seus militantes.











