Carisma de Chivukuvuku 'embaraça' arranque da Frente Unida para Alternância
Numa altura em que se ultimam os preparativos para o arranque da Frente Unida para a Alternância, apressam—se ajustes internos, sendo que a forma de lidar com o político Abel Chivukuvuku dominou as discussões da comissão que trabalha para a elaboração do programa e dos estatutos.
Por: Lito Dias
O NA MIRA DO CRIME soube de fonte segura que, nos círculos mais fechados, alguns quadros da UNITA continuam irredutíveis quanto à inclusão do nome do antigo líder da CASA—SE num dos lugares privilegiados da Frente.
Enquanto alguns consideram Chivukuvuku uma peça a ter em conta em todas jogadas políticas da oposição, olhando para as impressões digitais deixadas na coligação por si liderada durante 6 anos, os outros minimizam tal proeza e acusam—no de ter traído e prejudicado a UNITA com a sua saída em 2012.
Estes vão mais longe ao afirmar que Abel teve profundos laços de amizade com o ex—presidente da República, José Eduardo dos Santos, tendo esta amizade sido decisiva no processo de legalização da CASA—CE.
Nos dias que correm, acrescentam, o político não conseguiu legalizar, junto do Tribunal Constitucional, o seu projecto político, sinal mais evidente de que "faltou um padrinho na cozinha".
Com a divulgação da Direcção da Frente Unida, marcada para o próximo dia 5 do mês em curso, é dada como certa a manutenção do nome Chivukuvuku na segunda posição da lista, permitindo—lhe assim "dar o litro" para redimir—se da impressão dos que ainda pensam que traiu o "projecto de Moangai".
De resto, com ligeiras alterações, Abel vai conviver dentro de um projecto liderado pela UNITA como "filho de casa", acabando assim com o projecto PRA—JA Servir Angola, que nem tem personalidade jurídica.











