Falso alarme? Silêncio do Tribunal Constitucional cria mal-estar nas hostes do galinheiro
Indiferença ou estratégia, verdade é que o Tribunal Constitucional (TC) ainda notificou a direcção da UNITA sobre a anulação do XIII Congresso Ordinário da UNITA, realizado em Novembro de 2019, mas que foi impugnado por alguns militantes dissidentes do partido, depois de expirado o prazo para tal.
Por: António Kañeneñene
Em comunicado distribuído esta quarta-feira, 06, o Secretariado Executivo do Comité Permanente da Comissão Política da UNITA, reagiu ‘energicamente’ às notícias sobre a anulação do congresso que elegeu Adalberto Costa Júnior ao cargo de Presidente do partido, veiculadas nas redes sociais e retomadas pela TV Zimbo.
Para este órgão do partido do Galo Negro, a ser facto, "é curioso que a primeira a ter conhecimento tenha sido a TV Zimbo antes da UNITA e o seu presidente, enquanto parte interessada no referido processo".
O maior partido na oposição diz tratar—se de uma "peça teatral tosca, de actores anábeis do regime que usam os meios públicos de comunicação social para provocar pânico, o alarmismo e a instabilidade nas hostes do partido e do país em geral", à que a UNITA "se recusa, com veemência, a fazer parte".
O partido liderado por Adalberto Costa Júnior, diz que aguarda uma decisão idônea do Tribunal Constitucional, alicerçada apenas e só no rigor do cumprimento da técnica jurídica formal, como de resto é obrigação dessa jurisdição.
FALSO ALARME?
As notícias sobre a pretensa anulação do congresso da UNITA surgiram precisamente no momento em que decorria a cerimónia oficial do lançamento da Frente Patriótica Unida para Alternância, liderada por Adalberto Costa Júnior.
Quatro dias antes, já se aventava tal possibilidade do Tribunal pronunciar—se sobre o assunto no dia 05 de Outubro. Afinal, é também nesse dia que o Presidente da República, João Lourenço, inaugurou, na cidade do Kuito, a Universidade Internacional do Cuanza (UNIC).
Estranho é observar—se um silêncio da parte do TC, diante dessas informações que aparentemente terão vazado dos circuitos daquela instância judicial que está em posse do dossiê há meses.
Enquanto não se confirma, continua a expectativa à volta do caso que pode redefinir o destino da UNITA, tendo em conta que as eleições se realizam dentro de um ano.
CARECAS DESVENDADAS
Apesar de a UNITA não receber notificação do Tribunal Constitucional, internamente, notam—se movimentações frenéticas, no sentido de prevenir situações desagradáveis.
A fonte do NA MIRA DO CRIME disse que depois de gizado o plano B há quase 4 meses, a direcção desse partido acredita que o MPLA pode influenciar o Tribunal a anular o congresso da UNITA para se criar um ambiente instável.
Entretanto, as desconfianças não são apenas com o partido no poder. "Também, dentro da própria UNITA, há militantes, embora em número reduzido, que se regozijam com uma eventual anulação do congresso e a consequente saída de ACJ", assegurou a fonte.
É dado assente que a realização do congresso extraordinário, que terá como agenda a eleição do presidente e actualização do programa eleitoral, será a saída imediata, caso a deliberação do TC desfavoreça os 'maninhos'.











