Teixeira Cândido: Jornalistas são obrigados a prestar péssimo trabalho
Sempre presente, quando o assunto é a defesa dos jornalistas e a pluralidade de informação, o Secretário Geral do Sindicato dos Jornalistas (SJA), Teixeira Cândido, lamenta o facto de, em certos casos, os jornalistas serem obrigados a trabalhar fora dos padrões profissionais.
Por: Lito Dias
Reagindo a quase iminente agressão de que seriam vítimas, mais uma vez, os profissionais dos órgãos públicos e privados de comunicação social, durante a reunião da Comissão Política da UNITA, realizada no dia 20 do corrente, em Viana, o sindicalista esclareceu aos militantes deste partido que os jornalistas não são responsáveis pela linha editorial dos seus órgãos; alguém estabelece as balizas da sua actuação.
"Ninguém sai da sua casa com o objectivo de prestar um mau trabalho", precisou.
Reconheceu que existem jornalistas profissionalmente bem dotados, mas que são importunados pelas linhas editoriais.
Não apontou o dedo ao Executivo, mas tratando—se de órgãos públicos de comunicação social, deixou claro que a sua actuação é ditada pelas teimosas orientações superiores.
"Gostaríamos que fosse prestado um jornalismo plural e do interesse do cidadão", augurou Teixeira Cândido.
As palavras elucidativas do Secretário Geral do SJA, apaziguaram os manifestantes do partido do Galo Negro, que se encontravam às portas do complexo Sovsmo, onde decorreu a reunião, para exigir a Isaías Samakuva a marcação da data do congresso, o que veio a acontecer.
Na ocasião, os jornalistas, sobretudo da midia pública, foram travados às portas do referido complexo, por alegadamente estarem ao serviço do MPLA que, no entender da UNITA, está por detrás da anulação do congresso de 2019 pelo Tribunal Constitucional.
Teixeira Cândido, não só dissuadiu os partidários do Galo Negro a agredirem jornalistas, como também pediu para que actos de género não voltem a repetir—se. "Esperamos que seja a última vez que isso se verifica entre jornalistas e políticos", exigiu.
O sindicalista, tido como muito acutilante na defesa dos interesses da classe, tem ainda o seu ângulo de acção muito vedado, levando a sua actuação para uma postura mais reactiva do que preventiva.
Ou seja, as pessoas que traçam as linhas editoriais devem merecer uma abordagem mais séria, devendo, para tal, a "adormecida" Entidade Reguladora da Comunicação Social jogar o papel fundamental.











