Militantes da FNLA apressam—se para apoiar Nimi—a—Nsimbi
No partido dos 'irmãos', como também é chamada a Frante Nacional de Libertação de Angola (FNLA), as coisas parecem definidas relativamente à sua liderança, depois do Presidente cessante, Lucas Ngonda, ter passado as pastas a Nimi—a— Nsimbi, pondo fim à especulações sobre quem assumiria o comando do partido fundado por Holden Roberto
Por: Lito Dias
O acto que marcou a transferência de funções de Lucas Ngonda para Nimi não agradou os partidários de Pedro Dala, outro responsável do partido que realizou também um congresso, mas, no entanto, menos expressivo.
Dala, apercebendo—se "das constantes fintas de Lucas Ngonda" em abandonar a presidência da FNLA, reuniu alguns membros do partido e realizou o conclave que não reuniu todas as sensibilidades.
Algumas semanas depois, Nimi realizou também o seu conclave, cuja representação foi mais expressiva, sobretudo porque o candidato vencedor era da ala de Ngola Kabangu, então oposta ao presidente cessante. Embora tenha hesitado, no início, Ngonda fez uma leitura equilibrada e transferiu as responsabilidades de dirigir o partido a Nimi—a—Nsimbi, eleito dentre o universo de três candidatos.
Agora que as coisas parecem arrumadas, o actual presidente, que já pediu aos militantes no sentido de "fazerem mais e falarem pouco", tem tudo para acomodar todas as sensibilidades, incluído os apoiantes de Pedro Dala, cujo congresso foi impugnado pelo Presidente cessante.
Numa altura em que as esperanças tendem a renovar—se, e enquanto Nimi não arrumou toda casa, alguns militantes de Dala e outros ainda desavindos, aproximam—se à liderança para serem tidos e achados nos actuais e futuros desafios, segundo informações colhidas na direcção da FNLA.











