MPLA e UNITA: Perfis dos Concorrentes ‘chumbados’ não são recomendáveis nem cativantes
O que se assistiu no processo de formalização das candidaturas, tanto no MPLA como na UNITA, não belisca a democracia, como tal, mas revela, acima de tudo a existência de unanimidade em torno dos candidatos apurados
Por: Lito Dias
O perfil dos Concorrentes chumbados, para os dois partidos políticos, por sinal históricos, não é recomendável nem cativante.
Tal como assistimos, apenas atraiu aqueles que, ávidos de mudança, desejavam ter qualquer político a concorrer com o "candidato ideal", dando corpo às múltiplas candidaturas.
O figurino de candidato ideal parece inexistente, mas no caso concreto do MPLA e UNITA, existe e resulta da qualidade do perfil de quem queira concorrer.
Quando o Engenheiro António Venâncio entrou nos noticiários como provável segundo candidato à presidência do MPLA, para muitos, parecia alguém que saiu do nada, por ser desconhecido nas lides políticas.
Para poucos, tratou-se de um homem corajoso, primeiro, por não ser hábito e sobretudo por nunca ter existido, no partido no poder, mais de um candidato.
Segundo, por aparecer numa altura em que "a papa já estava feita" para João Lourenço. De resto, António Venâncio não passou de um animador dos actos preparatórios do conclave, pois não é conhecido, como político, sem obviamente descurar a sua militância.
Se fosse alguém já familiarizado com a massa militante, não teria problemas nem supostos entraves na recolha de duas mil assinaturas, falha que adiou o sonho de, pela primeira vez na história do partido aparecer o segundo candidato.
Se o que está na base da "aventura" é a criação de protagonismo suficiente para impugnar o VIII congresso, os factos falarão por si.
Do táxi à presidência da UNITA
Do outro lado da barricada está Pedro Mulemba que pretendia, também, assumir a presidência da UNITA, mas que caiu logo no primeiro passo.
Pedro, activista e, conforme se apurou, taxista de profissão, não tem militância questionável, mas o facto de apresentar cartão de militante caducado há 09 anos, manchou a sua intenção de concorrer lado a lado com Adalberto Costa Júnior que, como João Lourenço é no partido no poder, ele é candidato 'ideal' da UNITA.
Sair do nada para o patamar de candidato não faz bem a si próprio, nem o torna num homem sério.
Estatutariamente, nada o impede é até poderia ter toda documentação em dia, mas concorrer por concorrer, sem ser conhecido, desprestigia também o próprio acto.
Ele transfigurou-se num 'brincalhão político', pois, alguém que se diz militante consequente e, por isso, em sintonia com a dinâmica partidária, só aparece e inteirar-se dos requisitos para as candidaturas 48horas antes do processo terminar.
Como se isso não bastasse, ele diz aos jovens que o seguiam: eu sou fã do ACJ. Seja como for, o seu nome ficará gravado como um dos animadores do XIII Congresso do maior partido da oposição.











