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Chefe da Casa Militar quer rigor na gestão orçamental dos sectores de defesa e segurança

Chefe da Casa Militar quer rigor na gestão orçamental dos sectores de defesa e segurança


O ministro de Estado e Chefe da Casa Militar do Presidente da República, Francisco Furtado, apelou esta quarta-feira, 24, aos gestores orçamentais dos sectores de defesa e segurança a pautarem pelo rigor e disciplina nos gastos públicos, sob pena de serem responsabilizados civil e criminalmente.

Para o governante, é urgente distinguirem as necessidades essenciais das supérfluas e incidirem os gastos para  a melhoria das condições sociais dos militares, polícias, e outros agentes das forças armadas e de segurança nacional.

Francisco Furtado falava durante um encontro com os deputados das 2ª e 3º Comissões da Assembleia Nacional (AN), no âmbito da proposta do Orçamento Geral do Estado (OGE) para 2022.

"As dotações orçamentais alocadas satisfazem as necessidades actuais. O importante é haver maior rigor, controlo, consciência de bem servir e muita disciplina na execução do OGE", defendeu.

Por outro lado, revelou que a Lei de Defesa Nacional, das Forças Armadas e da Segurança Nacional, cuja actualização é um imperativo desde 2010, consta do programa do Executivo e que em breve passará pelo Conselho de Ministros para ser submetida à AN.

Lembrou que o processo de diagnóstico e cadastramento foi promulgado pelo Chefe de Estado, no passado dia 08, um decreto que altera a designação da Casa de Segurança para Casa Militar do Presidente da República, visando adequá-la à sua verdadeira missão e ao seu papel.

De igual modo, reiterou que está em curso um processo de redimensionamento e reforma das Forças Armadas, Polícia Nacional e órgãos de segurança, com término previsto para 2028.

Infra-estruturas

Francisco Furtado anunciou que o Executivo aprovou a construção de mais três hospitais militares regionais, uma vez que o sistema de saúde das Forças Armadas Angolanas (FAA) carece deste investimento e atenção.

Em resposta aos deputados, informou que a reabilitação do Hospital Militar  Principal e as obras do novo  (Hospital Militar Principal) continuam em curso. 

Realçou que no OGE estão, ainda, reflectidos projectos de investimento público, como hangares para aeronaves, construção de hospitais e reabilitações de quartéis, escolas, entre outras infra-estruturas militares.  

Em 2022, disse, vão se implementar políticas sociais tangíveis e de impacto social em áreas civis, mas o maior trabalho será desenvolvido nos órgãos castrenses, daí a necessidade de disciplina e rigor para uma gestão adequada dos recursos financeiros e meios materiais colocados à disposição.

Património da Defesa

Por sua vez, o secretário de Estado da Defesa, Domingos Chicanha, esclareceu que o Ministério da Defesa Nacional e Veteranos da Pátria já fez o levantamento do património das FAA para permitir uma maior e melhor prontidão técnica permanente.

Explicou, igualmente, que existe um programa para o processo de reparação dos principais veículos tácticos das FAA, designadamente os camiões Urais, cuja maioria se encontra avariado nas unidades militares. 

C/Angop

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