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UNITA reúne de emergência para encontrar formas de sair da crise interna

UNITA reúne de emergência para encontrar formas de sair da crise interna


Confrontada com a notificação do Tribunal Constitucional, que obriga o maior partido na oposição a prestar esclarecimentos sobre o que seis militantes seus aludem como irregularidades na última reunião da sua Comissão Política, A UNITA está a gizar um plano de salvar o partido do que já se considera "grave encruzilhada".

Por: Lito Dias          

Com a realização da nova reunião da Comissão Política para manterem a data ou remarcarem uma outra para a realização do seu XIII Congresso, a UNITA vê as contas atrapalhadas, numa altura em que se ultimam os preparativos para a realização do congresso nas datas previstas pela última reunião.

Ou seja, nos dias 2, 3 e 4 de Dezembro. Numa carta dirigida aos secretários provinciais, já disponibilizada nas redes sociais, a que o NA MIRA DO CRIME teve acesso, Álvaro Daniel Chikwamanga, alto dirigente desse partido, diz que face o enredo, a solução é voltar a reunir a Comissão Política do Partido para revalidar as suas decisões assumidas na primeira Reunião Extraordinária, "pelo que todos os membros da Comissão Política saídos do XII Congresso Ordinário e que participaram da Reunião agora atacada estejam prevenidos para uma reunião a ter lugar em Luanda entre Sábado e Domingo próximos".

Adverte ainda que esses quadros sejam informados da gravidade da situação que se vive e venham "preparados a assumirem uma posição forte e inequívoca para estancarem de uma vez para sempre este grave vício de recursos às instituições extrapartidárias em flagrante violação aos princípios de organização, funcionamento e disciplina do Partido".

 Chikwamanga lembrou aos seus companheiros que está em risco a integridade física, política, ideológica, moral e histórica do Partido.

"E nesta imprudência de alguns dos nossos colegas, o MPLA pode ver facilitado o seu programa de apagar a UNITA da cena política angolana, por qualquer meio a sua disposição", persuade.

O político considera que o Partido voltou a ser atacado nas suas estruturas centrais de Direcção, porque depois do acordão 700/2021, que anulou o XIII Congresso, o Tribunal Constitucional acaba de apresentar ao partido uma Nota de Citação que dá conta de que um grupo de militantes do Partido, membros da Comissão Política nomeadamente Ilídio Chissanga, Amaro Caimana Boquelo, Filipe Mendonça, Filomena Junqueira, Elisbei Chinjola e Manuela dos Prazeres Cazoto requereram àquela instituição uma Providência Cautelar que sugere a anulação da data da realização do Congresso, convocado para os dias 2, 3 e 4 de Dezembro do ano em curso, por considerarem que a decisão da sua convocação foi feita em ambiente de coação, portanto os membros da Comissão Política nesta reunião não decidiram, segundo eles em liberdade.

"Os queixosos aludiram também que não houve tempo suficiente para preparar as conferências, pelo que não foram debatidas as teses ao Congresso", informou, acrescentando que o Partido está numa situação "crítica" que, se não for rapidamente resolvida, "pode leva-lo à sua extinção por acumulação de tempo sem a realização do Congresso".

Este Jornal sabe que a direcção do partido está reunida em fórum alargado para tomar uma posição face à notificação do TC e decidir-se sobre o caminho a seguir até ao próximo congresso.

 

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