A vez do PDP-ANA: Impugnação de congressos é a nova arma dos perdedores
Desde que o Tribunal Constitucional angolano procedeu o pedido de impugnação do congresso da UNITA, realizado em 2019, apresentado por ex-militantes desse partido, a classe política apercebeu-se que se o Tribunal "enganar-se" na análise de alguns contenciosos, pode causar danos dificilmente reparáveis.
Por: Lito Dias
E esse é o desejo de políticos, sobretudo os perdedores em congressos, de verem que aquela instância judicial os favoreça de qualquer maneira. Depois de militantes do maior partido na oposição, hoje voltados ao MPLA, terem impugnado o congresso, assistiu-se a uma constância de processos a entrarem no TC, incluindo um processo de impugnação intentado por um membro sénior do partido no poder.
Tal gesto, que até é legal, uma vez tornando-se viral, em nada ajuda as formações políticas; antes pelo contrário, semeiam confusão desordem e até ódio.
Espera-se que esta dinâmica venha caracterizar, doravante, os processos de eleição dos presidentes dos partidos e, também, da República.
PDP-ANA estreia-se
No último final de semana, o PDP-ANA realizou o seu II congresso ordinário que elegeu o jovem político, Abreu Capitão Bernardo. No entanto, o candidato derrotado, o também presidente cessante, Simão Makazu, não põe de parte a possibilidade de impugnar o conclave, por alegadas irregularidades.
Eleito graças à bandeira do rejuvenescimento do partido e da unificação com todos políticos dissidentes, Abreu ainda não reagiu à intenção manifestada por Makazu, garantindo apenas estarem em marcha contactos com todas as sensibilidades, incluindo o antigo presidente, Sediangani Mbimbi, hoje deputado da UNITA.
Caso Simão Makazu decidir avançar com um processo de impugnação, será a terceira força a seguir este figurino, depois da UNITA, MPLA e FNLA, sendo que, até agora apenas o Bloco Democrático realizou o seu congresso sem quezílias causadas por militantes.
Makazu, que obteve apenas 11 votos, é apontado como político falhado por não ter conseguido agigantar o partido fundado por Mfulumpinga Landu Victor, assassinado em 2004, em condições ainda por esclarecer. Abreu Capitão reitera manter os seu partido na coligação CASA-CE, onde toma posse, esta semana, como um dos vice-presidentes.











