Classe médica acusa ministra da Saúde de ludibriar o PR e escamotear a realidade dos hospitais
Médicos sugerem ao PR visitas relâmpagos aos hospitais, sobretudo os da periferia já que registam maior afluência e não são orçamentados.
Médicos e enfermeiros de Angola saúdam a visita do Chefe-de-Estado realizada ontem nos hospitais Américo Boa Vida e Maternidade Lucrécia Paim, no entanto, acusam os responsáveis dos hospitais e a ministra da Saúde de passar uma mensagem falsa ao Presidente da República da real situação vivida nos hospitais.
Segundos os profissionais da seringa, e é assim um pouco por todo país sempre que o presidente decide visitar um lugar, há mudanças de cenários, pintam-se paredes e asfaltam-se estradas, para mostrar uma realidade distante daquela que realmente se vive.
Na visita do Presidente da República ao hospital Américo Boavida e Lucrécia Paím por exemplo, aos doentes foi dado refeições com frutas, trocaram os lençóis e limparam o interior e exterior do hospital.
No entanto, segundo os médicos que ainda observam uma greve interminável, o cerne do problema reside nas unidades hospitalares da periferia, pelo facto destas não terem orçamento que lhes permita resolver problemas pontuais e onde se registam maior afluência de pacientes.
Os hospitais Municipais do Capalanga em Viana, a de Cacuaco e Samba por exemplo, necessitam de reabilitação, equipamentos, medicamentos e pessoal médico, mas o Presidente e a Ministra continuam a priorizar as grandes unidades que além de serem orçamentados, têm beneficiado de obras de requalificação.
Por isso os profissionais sugerem que o Presidente faça visitas surpresas no sentido de descortinar os segredos dos gestores hospitalares, isto se quer um serviço de saúde a altura.
Outro sim, há muito que não se fazem trabalhos de pulverização ou anti vectorial, o que no seu entender tem agudizado os casos de malária no país, sendo está a principal causa de mortes.
De acordo com os homens da bata branca, nos hospitais do Kapalanga e Cacuaco, principalmente há carência de tudo. Desde seringa, luvas, água e medicamentos.











