Oposição promete "desmascarar" eventual fraude eleitoral
Durante o acto de relançamento da Frente Patriótica Unida (FPU), o presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior, disse que já sabe como desmascarar a fraude eleitoral, estando convicto que ganhará as eleições de 2022, pois os patriotas não vão permitir que haja roubo de votos.
Por: Lito Dias
Depois de a cinco de Outubro ter sido lançada a Frente Patriótica Unida (FPU), constituída pela UNITA, Bloco Democrático e apoiantes de Abel Chivukuvuku, eis que, os respectivos signatários decidiram, esta quinta-feira, 23, relançar o projecto que tem como propósito tirar o MPLA do poder.
Adalberto Costa Júnior, líder da UNITA disse, no seu discurso, que o lançamento da FPU foi um sucesso, porque veio demonstrar que sob a bandeira do interesse nacional é possível que patriotas de diferentes inspirações possam trabalhar juntos na edificação da pátria, que tantos esperaram e que "nós realizamos; que expôs o regime à sua real debilidade ao ponto de abraçar com desespero um acto de autêntico suicídio do Estado de direito e democrático: o Acórdão 700/2021".
Para ele, a FPU forçou o regime a precipitar-se e a envolver o sistema judicial na competição partidária, com a anulação do Congresso da UNITA", acusou, acrescentando que o poder congregador e mobilizador da Frente Patriótica foi de tal modo aplaudido, de tal sucesso, que obrigou a abater referentes do Estado de Direito, derrubando em definitivo a independência do poder judicial, colocado ao mando das ordens superiores, anunciado por uma imprensa estatizada e instrumentalizada, obrigada a anunciar anulação de um Congresso, aplaudido pelo país real, que o acompanhou, que o fiscalizou, que o elogiou e que o festejou de forma efusiva, em Novembro de 2019.
ACJ reconhece que a instrumental decisão de anular o Congresso da UNITA, teve um efeito boomerang sobre o mandante.
"A reserva moral e intelectual tomou posições fortíssimas e nós, injustiçados e perseguidos pelo Estado partidário, hoje e aqui fazemos uma vénia e saudamos: a longa lista dos fazedores de opinião, membros da sociedade civil, jornalistas, académicos, profissionais do direito, magistrados, bastonário da Ordem dos Advogados, as Igrejas, ilustres paladinos que se encarregaram de desmontar e condenar este Acórdão e os seus autores", disse, para depois concluir que o interessante é que "os autores e mandantes, daquela iniciativa, estão hoje a provar do seu próprio veneno".
Com olhos fitos no futuro, o político diz ter a plena certeza de que em 2022, a FPU, com os símbolos da UNITA, vai vencer as eleições.
"Esta é uma onda contagiante e visível em todo o território nacional", refere, para depois garantir que a fraude vai ser "desmontada pelos patriotas, que unidos vão defender a segurança do voto e vão dizer não aos interesses pequenos que têm inviabilizado a assunção de uma Angola inclusiva, estável e que, com trabalho, disciplina e rigor, assuma o rumo do desenvolvimento".
O líder da FPU disse estar aberto ao diálogo com as forças vivas da nação, sem excepção.
"Venham connosco, tragam-nos as vossas ideias, tragam-nos os vossos anseios, as vossas propostas", convocou, ao mesmo tempo prometendo que nesta ampla frente para a alternância não existirão comités de especialidade ou ordens superiores para engavetar soluções, mas existe sim um desejo sincero de trabalhar com todos que queiram erguer um País que se realiza todos os dias, valorizando o trabalho e a transparência.











