AJPD diz que entrevista colectiva de JLo ganhou formato retrógrado
A Associação Justiça, Paz e Democracia (AJPD) considera que houve um recuo assinalável no que tange à liberdade de informação, olhando para o padrão que caracterizava as entrevistas do Presidente da República, nos primeiros anos da sua governação.
Por: Lito Dias
Numa nota assinada pelo seu presidente, Serra Bango, a AJPD diz que em 2017, no início do consulado, do Presidente João Lourenço, a aproximação à imprensa, caracterizou-se pela realização anual de conferências colectivas, extensivas a todos os órgãos de comunicação social.
As informações em sua posse indicam que a entrevista desta quinta-feira, 6 de Janeiro, é restrita a um pequeno grupo de cinco órgãos de comunicação social, destacando-se apenas dois órgãos privados, um nacional e outro internacional.
"A AJPD deplora o comportamento manifestado pelo Gabinete de Comunicação do presidente da República que obrigou os jornalistas a enviarem as perguntas a serem feitas com um dia de antecedência, numa clara demonstração de censura, contrário ao nº 2 do art. 40º. da CRA", lê-se na nota.
Face ao acima exposto, a associação Justiça, Paz e Democracia apela aos órgãos que superintendem a política da comunicação social de Angola a terminarem as práticas de censura e a promoverem o exercício plural da informação.
A crítica dessa organização da sociedade civil, não tem sustentação apenas da entrevista desta quinta-feira, mas sim de outros cenários que azedam o Estado Democrático de Direito.
"A Associação Justiça, Paz e Democracia (AJPD), tem seguido com bastante atenção e preocupação a postura que tem sido manifestada pelos diversos órgãos de Comunicação Social, sobretudo, públicos, caracterizada por uma atitude de parcialidade na veiculação de informação e na prática reiterada de censura das informações quando estas não interessam ao poder instituído, numa clara violação ao art.48.º da CRA", referiu.











