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Estou à vossa espera - ACJ desafia MPLA a aceitar debate televisivo

Estou à vossa espera - ACJ desafia MPLA a aceitar debate televisivo


A abertura, pela UNITA, do ano político 2022, aconteceu esta sexta-feira, 07, um dia depois de o Presidente da República e do MPLA ter concedido uma entrevista colectiva. De resto, o líder dos maninhos aproveitou a ocasião para responder algumas questões levantadas na conferência de JLo, tendo no final do seu discurso convidado o partido no poder a aceitar um frente-a-frente televisivo, tal como acontece em Portugal.

Por: Lito Dias

"Portugal realiza eleições legislativas este mês e foram programados 30 debates entre todos os candidatos, entre si, em respeito ao cidadão, votante e à pluralidade democrática", disse, interrogando se o MPLA vai continuar “a fugir” aos debates.

'Vão continuar a desrespeitar o cidadão? Vão continuar a esconder-se atrás das instituições públicas e a usar os tribunais como instrumentos de competição partidária? ", Interrogou o político, para depois manifestar a sua disponibilidade de enfrentar o jogo democrático.

Para Adalberto, pelas manifestações que se multiplicam em publicações assinadas, em intervenções públicas de inúmeros cidadãos, a maioria dos angolanos mostra-se apreensiva com o rumo tomado pelo país.

"Os angolanos questionam cada vez mais a seriedade do seu governo e a sua capacidade de agir em transparência", referiu, frisando que não há acto nenhum, em que o cidadão não questione sobre a fraude.

Segundo o líder do maior partido na oposição, visto também como líder da Frente Patriótica Unida (FPU), o povo angolano está apreensivo com a falta de independência do poder judicial e com a sua evidente subalternização ao poder político.

"Ao TC não compete escolher as lideranças dos partidos políticos", indicou, esclarecendo que a lei diz que compete ao Tribunal Constitucional, anotar os Congressos dos Partidos e não mais. Agora, este partido acusa mesmo o TC de interferir nos assuntos partidários.

MEDO DO MPLA VISTO POR ACJ

Para além de outras evidências, Adalberto Costa Júnior diz ter visto em João Lourenço tendência da interferência começar dele. Ou seja, na cerimónia de posse do Conselho da República, proferiu a afirmação que, na óptica da UNITA, não lhe fica nada bem e que prova a interferência na autonomia dos Partidos.

"Estes actos criam instabilidade política e não abonam nada o bom nome do mais alto magistrado da Nação", considerou ACJ.

"A utilização escandalosa da comunicação social pública é outro triste capítulo desta novela", acusou, referindo-se concretamente às transmissões na íntegra do Congresso do Partido que governa e a negação do mínimo tratamento idêntico aos outros Partidos.

Conforme tudo se processou, este partido acha que o Ministro das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social, segundo a Constituição é um mero auxiliar do único titular do Poder Executivo, o Presidente da República.

"O MPLA não está preparado para enfrentar a UNITA e também não está preparado para enfrentar a FPU", asseverou, acrescentando que o partido no poder não está preparado para concorrer com lealdade e em igualdade de condições na campanha eleitoral e por isso "esconde-se atrás das instituições e nega a democracia e a pluralidade".

Num discurso em que se passou as linhas orientadoras do seu partido para o presente ano, ACJ disse aos seus correligionários que transformar a imprensa pública em competidores dos partidos da oposição é uma flagrante violação da carta magna, dando como exemplo o formato da entrevista colectiva ao Chefe de Estado e presidente do MPLA e a cobertura mediática atribuída a ele.

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