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Governadora de Luanda sacode a água do capote: Recolha de lixo sob responsabilidade das administrações  

Governadora de Luanda sacode a água do capote: Recolha de lixo sob responsabilidade das administrações  


O Governo Provincial de Luanda, terminou nesta quinta-feira, 06, os contratos com às empresas operadoras de resíduos sólidos na capital do país, passando a responsabilidade das Administrações Municipais, adopção do modelo, a selecção e contratação das operadoras. O lixo tem sido o principal motivo de destituição dos governadores na capital do país, assim sendo, Ana Paula de Carvalho sacudiu a água do capote e passa a responsabilidade directamente aos administradores municipais. 

Por: Carla Nayara

No entanto, enquanto durar está vacatura, até que às Administrações assumam de facto está responsabilidade, caberá a Elisal tratar da limpeza da cidade. Neste sentido, foi criado uma Comissão Multissectorial composta pelo Ministério das Finanças, do Ambiente e o GPL, que têm a responsabilidade de definir as peças concursais a serem usadas pelas Administrações na contratação das futuras operadoras.

Para o efeito, sabe o NA MIRA DO CRIME que algumas Administrações Municipais, com destaque para o CACUACO e Viana, apresentaram às suas propostas e modelos a serem usadas na recolha e tratamento dos resíduos sólidos.

Rios de dinheiro no lixo de Luanda

De acordo com o Njornal, o Governo Provincial de Luanda (GPL) desembolsou, nos últimos quatro anos, entre 2016 e 2020, um valor estimado em mais de 1,4 mil milhões de dólares (mais de 950 mil milhões de kwanzas à luz da taxa de câmbio média actual) no pagamento a cinco das seis operadoras de limpeza e recolha de lixo. Mensalmente, o Estado gastava mais de 30,4 milhões de dólares mensais, perto de 20 mil milhões de kwanzas, com estas empresas contratadas em 2016.

Os altos valores e a incapacidade de honrar com os pagamentos forçaram o GPL a suspender contratos com as referidas empresas, por considerar "onerosos" para os cofres do Estado. Este facto fez com que Luanda estivesse ‘acomodada em lixo’, razão que levou a exoneração da ex-governadora de Luanda, Joana Lina.  Até Dezembro de 2020, a dívida do GPL às operadoras estava avaliada em mais de 112 mil milhões de kwanzas, mais de 172 milhões de dólares.

42,6 biliões de kwanzas para limpeza de infra-estruturas de saneamento básico na capital

O Governo gasta 71 milhões dólares, o equivalente a 46, 6 biliões de kwanzas para limpeza de infra-estruturas de saneamento básico só em Luanda.

De acordo com o Expansão, esta é uma campanha do Ministério das Obras Públicas e Ordenamento do Território (MINOPOT) em coordenação com o Governo Provincial de Luanda.

 O programa pretende limpar canais, valas e bacias de retenção.

A informação consta no despacho presidencial n.º 157/21, de 15 de Setembro, e deve ser implementado em três fases, nomeadamente, de acções imediatas (emergencial), de curto prazo e médio e longo prazo.

Só para a elaboração de estudos, projectos de execução, actualização dos planos directores para a implementação das fases, o executivo vai desembolsar 3,4 milhões USD.

O projecto vai ser executado em nove lotes, sendo que o contrato de empreitada e fiscalização de obras do pacote de canais de Luanda, para a execução do primeiro lote, está orçado em 4,8 milhões USD.

Para a intervenção dos canais e bacias no município do Cazenga, que faz parte do lote 2, as obras de empreitada e fiscalização vão custar 4,5 milhões USD.

O lote 3 abrange as obras das bacias do município do Kilamba Kiaxi e, a empreitada está avaliada em 3,4 milhões USD. Para a limpeza dos afluentes do rio Cambamba, que liga várias linhas de macro drenagem pluvial, o que mais cruza várias áreas habitadas no seu percurso vai custar 11,9 milhões USD, sendo este o lote 4 da empreitada.

Para o lote 5, o contrato de empreitada de obras para a implementação do pacote 5 e valas e bacias de Talatona, vai custar 3,4 milhões USD.

O lote 6,que compreende o saneamento das valas e bacias de Belas, está orçado em 7,1 milhões USD.

Já os lotes 7, 8 e 9 compreende a limpeza das valas e bacias dos perímetros Viana/Tacula, Viana/Comarca e Viana/Cacuaco, avaliados em 32,5 milhões USD.

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