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Incitação à violência e rebelião foi uma "tentativa de subversão do poder democraticamente instituído - PR

Incitação à violência e rebelião foi uma "tentativa de subversão do poder democraticamente instituído - PR


O Presidente da República, João Lourenço, apelou, esta quarta-feira, 12, à preservação da independência, paz, reconciliação nacional e desencorajou qualquer acto de retaliação, na sequência das acções de vandalismo de bens públicos e privados ocorridas, segunda-feira, em Luanda.

Ao falar na abertura da reunião do Conselho de Ministros, o Chefe de Estado angolano caracterizou como um “verdadeiro acto de terror”, as acções de vandalismo ocorridas, em Luanda.

A capital angolana registou actos de vandalismo e violência, protagonizados por supostos membros de associações de taxistas, que iniciaram uma greve de três dias. A acção culminou com a destruição de vários bens públicos e privados.

João Lourenço afirmou que a paralisação de uma pequena parte dos táxis, em Luanda, serviu de pretexto para aproveitamento político, com vista a criar a ira dos cidadãos utilizadores deste tipo de meio de transporte urbano.

Na sua intervenção, o Presidente João Lourenço referiu que os "actos de rebelião" de segunda-feira apontam para a "materialização de um macabro plano de ingovernabilidade, através do fomento da vandalização de bens públicos e privados". 

Tentativa de subversão 

Para o Chefe de Estado, a incitação à violência e rebelião foi uma "tentativa de subversão do poder democraticamente instituído".

Salientou que, pelo serviço que os taxistas prestam à população, o Executivo foi além das suas reivindicações, autorizando 100 porcento da lotação máxima dos veículos, quando a exigência era de 75 porcento.

Enaltecida postura de contenção da PN

O Presidente da República enalteceu a postura da Polícia Nacional, por ter agido com contenção, bem como das entidades privadas, singulares e colectivas por se comportarem como "verdadeiros patriotas, tolerantes  e responsáveis".

"Para as gerações vindouras temos a responsabilidade de preservar, para a eternidade, as maiores conquistas do povo angolano, alcançadas com muito sacrifício ao longo dos tempos: a independência nacional, a paz e a reconciliação nacional", defendeu.

Esclareceu que as forças policiais estão à altura do desafio e vão garantir a ordem e a segurança dos cidadãos, das instituições e das propriedades públicas e privadas.

Garantia de segurança  para as eleições 

Para João Lourenço, as eleições gerais terão lugar em ambiente de plena segurança para os eleitores e observadores, em Agosto de 2022, como estabelece a Constituição da República.

Destacou e subscreveu a pronta manifestação de repulsa e condenação pública da sociedade angolana, através de representantes de partidos políticos, confissões religiosas, organizações não-governamentais, jornalistas e fazedores de opinião, tendo deixado claro que, em Angola, a única forma possível e legítima de se disputar o poder político é pela via democrática.

c/Angop

 

 

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