Cuando Cubango - Comissão de recadastramento descobre acentuados desvios de fundos na Casa Militar
A Comissão de cadastramento da Casa Militar juntamente com uma delegação da Procuradoria Geral da República que, desde Junho de 2021, trabalham no Cuando Cubango, descobriram que aquela instituição ligada ao Presidente da República consumia mensalmente, só com pessoal, cerca 1 bilião e 38 milhões de Kwanzas.
Por: Lito Dias
Segundo o Ministro de Estado e Chefe da Casa Militar do Presidente da República, Francisco Pereira Furtado, ao todo nos últimos anos, o Estado perdeu, com esse esquema que chamou "caranguejo a solto", 167 mil milhões de Kwanzas o que representa aproximadamente 50 por cento do valor investido no Programa Integrado de Intervenção nos Municípios (PIIM), em todo o país.
O também general de Exército da Reforma que falava na cidade de Menongue, disse que, na sua maioria, as pessoas que que se beneficiavam desse dinheiro não eram militares.
"Uma boa parte foram desmobilizados e licenciados ao abrigo do memorando do Luena e, depois, foram captados na Casa Militar sem a devida aprovação superior", revelou.
Precisou que foi criado um processo judicial que envolveu as más práticas dos membros do comando do batalhão e alguns funcionários bancários.
"Desse efectivo que hoje reclama estarem sem salários, aquilo que era cabimentado no banco para pagar era dividido entre o Comandante, segundo Comandante, Chefe Logístico e Chefe das Finanças", disse, revelando ainda que havia casos em que alguns militares e funcionários bancários possuíam 20 ou 30 cartões multicaixa dos beneficiários desse sistema.
"Significa dizer que o dinheiro entrava para o banco, tiravam a parte que achavam que tinham direito, depois deixavam o remanescente para as pessoas irem tirando", especificou.
Francisco Pereira Furtado disse ainda que há pessoas que residem na Namíbia e Zâmbia e vinham só levantar dinheiro, na cidade de Menongue ou nos municípios fronteiriços.
Outra situação social ligada à Casa Militar do Presidente da República tem que ver com a criação ilícita do Cuando Cubango Futebol Club.
No entanto, submeteu-se à apreciação e aprovação do Presidente da República a proposta de manter os salários e abastecimento alimentar das equipas até ao final do Girabola.











